HCV - Hospital da Cruz Vermelha Brasileira (PR) — Prova 2015
Técnica para herniorrafia inguinal, descrita no Século XIX, que não advoga a utilização de prótese (tela) na correção cirúrgica:
Bassini (séc. XIX) = herniorrafia inguinal sem tela, reparo tecidual direto.
A técnica de Bassini, descrita no final do século XIX, é um método clássico de herniorrafia inguinal que envolve o reparo dos tecidos próprios do paciente, sem o uso de próteses (telas). Ela se baseia na sutura do tendão conjunto ao ligamento inguinal, reforçando a parede posterior do canal inguinal.
A herniorrafia inguinal é um dos procedimentos cirúrgicos mais comuns, e sua evolução reflete avanços significativos na compreensão da anatomia e fisiopatologia das hérnias. Dentre as técnicas históricas, a de Bassini, descrita por Edoardo Bassini no final do século XIX, representa um marco por ser uma das primeiras a sistematizar o reparo da parede posterior do canal inguinal. A técnica de Bassini envolve a dissecção do saco herniário, sua ligadura e ressecção, seguida pelo reforço da parede posterior do canal inguinal. Este reforço é realizado suturando o tendão conjunto (formado pela aponeurose do músculo oblíquo interno e transverso do abdome) ao ligamento inguinal (de Poupart), por trás do funículo espermático. É um reparo puramente tecidual, sem o uso de materiais protéticos (telas). Embora a técnica de Bassini tenha sido revolucionária para sua época, as técnicas modernas que utilizam telas protéticas, como a de Lichtenstein ou os reparos laparoscópicos (TEP e TAPP), tornaram-se o padrão-ouro devido às menores taxas de recorrência e menor dor pós-operatória. No entanto, o conhecimento da técnica de Bassini é fundamental para a formação do cirurgião, pois ela estabeleceu os princípios anatômicos do reparo e ainda pode ser utilizada em situações específicas, como em casos de infecção ou indisponibilidade de tela.
A técnica de Bassini baseia-se no reparo dos tecidos próprios do paciente, suturando o tendão conjunto (formado pelo músculo oblíquo interno e transverso do abdome) ao ligamento inguinal (de Poupart), reforçando a parede posterior do canal inguinal.
Embora eficaz, a técnica de Bassini apresenta taxas de recorrência mais elevadas e maior dor pós-operatória em comparação com as técnicas que utilizam tela (reparos tension-free), que são atualmente consideradas o padrão-ouro.
A principal diferença é que Bassini é uma técnica de reparo tecidual puro (sem tela), enquanto Lichtenstein utiliza uma tela protética para reforçar a parede posterior do canal inguinal, sendo um reparo 'tension-free' e com menor taxa de recorrência.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo