HFA - Hospital das Forças Armadas (DF) — Prova 2021
A hipertensão arterial atinge grande parte dos brasileiros e contribui para a morbimortalidade cardiovascular. Em 2016, a Sociedade Brasileira de Cardiologia publicou a Sétima Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial. De acordo com essa Diretriz, julgue o item.Na medição de pressão arterial no consultório médico, não é mais recomendada a estimação da pressão sistólica pela palpação da artéria radial quando for utilizado o método auscultatório.
Palpar pulso radial antes de inflar → evita subestimar a sistólica pelo hiato auscultatório.
A estimativa da pressão sistólica pelo método palpatório é etapa obrigatória para evitar erros causados pelo hiato auscultatório durante a deflação.
A medição precisa da pressão arterial (PA) é o pilar do diagnóstico e manejo da hipertensão. Apesar do avanço dos dispositivos automáticos, o método auscultatório manual permanece fundamental. A 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial mantém a recomendação do método palpatório inicial. Esta manobra evita o erro comum de inflar o manguito insuficientemente em pacientes que apresentam hiato auscultatório (comum em idosos e hipertensos graves), onde os sons desaparecem logo após a sistólica real e reaparecem em níveis mais baixos, induzindo a um falso diagnóstico de PA normal ou controlada.
A palpação serve para estimar o nível da pressão sistólica. Deve-se inflar o manguito até o desaparecimento do pulso radial e, em seguida, inflar mais 20-30 mmHg. Isso garante que o examinador ultrapasse o hiato auscultatório.
É o desaparecimento temporário dos sons de Korotkoff durante a deflação do manguito, ocorrendo entre a pressão sistólica e diastólica. Se não for identificado, pode levar a uma subestimação da pressão sistólica ou superestimação da diastólica.
A diretriz reforça a técnica padronizada: paciente em repouso, braço na altura do coração, manguito de tamanho adequado, uso do método palpatório prévio e deflação lenta (2 mmHg por segundo).
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