UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2022
Sobre transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH), é correto afirmar:
TDAH = desatenção, hiperatividade e impulsividade, persistindo na vida adulta e impactando diversas áreas.
O TDAH é um transtorno neurocomportamental crônico caracterizado por um padrão persistente de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade que interfere no funcionamento ou desenvolvimento. Seus sintomas não se resolvem automaticamente na vida adulta, podendo persistir e exigir manejo contínuo.
O Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) é um dos transtornos neurocomportamentais mais comuns da infância, com prevalência significativa que se estende à vida adulta. Caracteriza-se por um padrão persistente de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade que interfere no funcionamento ou desenvolvimento. É crucial para o residente reconhecer a cronicidade do TDAH e seu impacto em diversas esferas da vida do paciente. A fisiopatologia do TDAH envolve disfunções em circuitos cerebrais que regulam a atenção, o controle inibitório e a regulação emocional, com destaque para os sistemas dopaminérgico e noradrenérgico. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios do DSM-5, exigindo a presença de sintomas em múltiplos ambientes e antes dos 12 anos de idade, com impacto funcional significativo. É fundamental diferenciar o TDAH de outras condições que podem mimetizar seus sintomas. O tratamento do TDAH é multimodal, combinando intervenções psicossociais (terapia cognitivo-comportamental, treinamento de pais) e farmacológicas, sendo os psicoestimulantes (metilfenidato, anfetaminas) a primeira linha em muitos casos, mesmo na faixa etária pediátrica. Antidepressivos, como a atomoxetina, podem ser opções para pacientes que não respondem ou não toleram estimulantes, ou em casos de comorbidades específicas. O prognóstico é melhor com diagnóstico e tratamento precoces e contínuos, visando a melhora da qualidade de vida e prevenção de comorbidades.
O TDAH é caracterizado por um padrão persistente de desatenção (dificuldade em manter o foco, distração fácil) e/ou hiperatividade-impulsividade (inquietação, dificuldade em esperar a vez, interrupção de outros).
Não, o TDAH é um transtorno crônico. Embora a hiperatividade motora possa diminuir, os sintomas de desatenção e impulsividade frequentemente persistem na vida adulta, impactando o funcionamento diário.
O TDAH frequentemente coexiste com outros transtornos, como transtornos de ansiedade, depressão, transtorno opositor desafiador, transtorno de conduta e transtornos de aprendizagem.
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