Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2018
Número de pacientes vivos por quantidade de anos de tratamento. A tabela abaixo mostra o tratamento para uma doença X de 170 pessoas no período de 2010 a 2012. Não houve perda de pacientes no período estudado. De acordo com a tabela apresentada, a taxa de sobrevida em três anos é de
Sobrevida em X anos = (Nº de vivos no ano X / Nº inicial de pacientes) × 100.
A taxa de sobrevida mede a proporção de indivíduos que permanecem vivos após um período específico desde o diagnóstico ou início do tratamento.
A análise de sobrevida é uma ferramenta estatística essencial para descrever o prognóstico de doenças crônicas e a eficácia de intervenções terapêuticas. Diferente da mortalidade, que foca no evento óbito em uma população geral, a sobrevida foca no tempo de permanência no estado 'vivo' dentro de um grupo específico de doentes. Em provas de residência, o cálculo direto costuma ser simples, exigindo apenas a identificação correta do numerador (sobreviventes ao final do prazo) e do denominador (total inicial). No entanto, na prática clínica avançada, modelos como a Regressão de Cox são utilizados para ajustar essa sobrevida por variáveis como idade, sexo e comorbidades.
A taxa de sobrevida em três anos é calculada dividindo-se o número de pacientes que ainda estão vivos ao final do terceiro ano de acompanhamento pelo número total de pacientes que iniciaram o estudo ou tratamento no tempo zero. O resultado é multiplicado por 100 para ser expresso em porcentagem. No exemplo da questão, se 170 pessoas iniciaram e a taxa é 55%, significa que aproximadamente 93-94 pacientes sobreviveram ao período.
A sobrevida global contabiliza todos os óbitos ocorridos no período, independentemente da causa. Já a sobrevida livre de doença (SLD) mede o tempo desde o tratamento inicial até a detecção de uma recorrência da doença ou óbito. A SLD é um desfecho comum em oncologia para avaliar a eficácia de terapias adjuvantes, enquanto a sobrevida global é considerada o desfecho 'duro' mais importante em ensaios clínicos.
Perdas de seguimento ocorrem quando os pesquisadores perdem o contato com um participante antes do fim do período de estudo. Na análise de sobrevida (como o método de Kaplan-Meier), esses pacientes são chamados de 'censurados'. Eles contribuem com o tempo de observação até o momento em que foram vistos pela última vez, mas não são contados como eventos (óbitos) nem como sobreviventes garantidos até o final do estudo.
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