CEREM - Comissão Estadual de Residência Médica do Mato Grosso do Sul — Prova 2015
Diversas políticas foram implantadas com algum sucesso para a diminuição da mortalidade infantil no Brasil. Nas últimas três décadas, houve uma diminuição de 83% na Taxa de Mortalidade Infantil (TMI). Atualmente, a média nacional situa-se em torno de 24,9 óbitos para cada nascido vivo. Com relação ao comportamento desse indicador, é CORRETO afirmar que:
↓ TMI no Brasil pós-1980s → principalmente por ↓ componente pós-neonatal (doenças infecciosas).
A redução da TMI no Brasil, especialmente a partir dos anos 80, foi impulsionada pela melhoria das condições sanitárias e acesso à saúde, impactando mais o componente pós-neonatal, que é mais sensível a fatores ambientais e socioeconômicos.
A Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) é um dos indicadores de saúde mais sensíveis e importantes para avaliar as condições de vida e o desenvolvimento socioeconômico de uma população. Ela reflete a qualidade da atenção à saúde materno-infantil, o saneamento básico, a educação e o acesso a serviços de saúde. A TMI é calculada pelo número de óbitos de crianças menores de um ano por mil nascidos vivos. No Brasil, houve uma significativa redução da TMI nas últimas décadas, principalmente a partir dos anos 1980. Essa queda foi predominantemente atribuída à diminuição do componente pós-neonatal, que é mais suscetível a intervenções de saúde pública e melhorias nas condições de vida, como o controle de doenças diarreicas e respiratórias, e a ampliação da cobertura vacinal. O componente neonatal, por sua vez, é mais influenciado por fatores relacionados à gestação, parto e assistência ao recém-nascido. Para residentes, entender a TMI e seus componentes é crucial para analisar cenários de saúde, planejar intervenções e reconhecer a importância das políticas públicas na saúde materno-infantil. A persistência de disparidades regionais na TMI destaca a necessidade de ações contínuas e focadas para reduzir as iniquidades em saúde.
A Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) é dividida em mortalidade neonatal (óbitos de 0 a 27 dias de vida) e mortalidade pós-neonatal (óbitos de 28 dias a 1 ano de vida).
A redução da TMI no Brasil foi impulsionada por melhorias no saneamento básico, acesso à água potável, campanhas de vacinação, aleitamento materno e expansão da atenção primária à saúde, impactando principalmente o componente pós-neonatal.
As principais causas de mortalidade neonatal são condições relacionadas ao parto e período perinatal (prematuridade, asfixia, malformações). Já na pós-neonatal, predominam doenças infecciosas (diarreia, pneumonia) e desnutrição.
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