UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2016
Nas últimas décadas, a taxa de mortalidade infantil vem diminuindo significativamente em todo o Brasil. Porém, nos últimos anos, esse declínio tem sido mais lento. Na tabela abaixo, são apresentadas informações sobre nascimentos e óbitos de crianças com menos de 1 ano no Município de Porto Alegre em 2014, segundo a Equipe de Vigilância de Eventos Vitais, Doenças e Agravos não Transmissíveis da Secretaria Municipal de Saúde. Com base nessas informações, quais foram, respectivamente, a taxa de mortalidade infantil e a taxa de mortalidade neonatal no Município de Porto Alegre em 2014?
Mortalidade Infantil = (Óbitos < 1 ano / Nascidos Vivos) x 1000. Neonatal = (Óbitos < 28 dias / Nascidos Vivos) x 1000.
A taxa de mortalidade infantil é o número de óbitos de crianças menores de 1 ano por mil nascidos vivos. A taxa de mortalidade neonatal foca nos óbitos de crianças com menos de 28 dias de vida, também por mil nascidos vivos. São indicadores cruciais da saúde de uma população.
A taxa de mortalidade infantil (TMI) e a taxa de mortalidade neonatal (TMN) são indicadores epidemiológicos fundamentais para avaliar a saúde de uma população e a efetividade das políticas públicas. A TMI representa o número de óbitos de crianças menores de um ano por mil nascidos vivos em um determinado período e local. A TMN, por sua vez, foca nos óbitos de recém-nascidos com menos de 28 dias de vida, também por mil nascidos vivos. A mortalidade infantil é um reflexo das condições socioeconômicas, do acesso e da qualidade dos serviços de saúde, saneamento básico e educação. A TMN é particularmente sensível à qualidade da assistência pré-natal, do parto e dos cuidados neonatais, enquanto a mortalidade pós-neonatal (óbitos entre 28 dias e 1 ano) está mais associada a fatores ambientais, nutricionais e infecciosos. Para o cálculo, as fórmulas são: TMI = (Número de óbitos de crianças < 1 ano / Número de nascidos vivos) x 1000; e TMN = (Número de óbitos de crianças < 28 dias / Número de nascidos vivos) x 1000. Embora os dados da tabela não tenham sido fornecidos na questão, a aplicação dessas fórmulas a dados reais permite obter os valores apresentados no gabarito, que são cruciais para o planejamento e monitoramento das ações de saúde materno-infantil.
A mortalidade neonatal precoce refere-se aos óbitos ocorridos nos primeiros 7 dias de vida, enquanto a tardia abrange os óbitos do 8º ao 27º dia de vida. Juntas, compõem a mortalidade neonatal.
A taxa de mortalidade infantil reflete a qualidade da atenção à saúde, condições socioeconômicas, acesso a saneamento básico e educação, sendo um indicador abrangente do nível de desenvolvimento e bem-estar de uma sociedade.
As principais causas de mortalidade neonatal no Brasil estão relacionadas a condições perinatais, como prematuridade, baixo peso ao nascer, asfixia e infecções congênitas, destacando a importância do pré-natal e assistência ao parto.
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