PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2026
Durante o período da perimenopausa e da pós-menopausa, devido à alteração dos níveis hormonais, há diferentes alterações metabólicas no corpo da mulher. A respeito dessa questão, assinale a alternativa cuja afirmação está INCORRETA:
Queda do metabolismo na menopausa = ↓Massa Magra + Envelhecimento, NÃO o aumento de FSH/LH.
O declínio metabólico na pós-menopausa deve-se principalmente à perda de massa muscular (sarcopenia) e ao envelhecimento cronológico, resultando em redistribuição de gordura para a região abdominal.
A transição para a menopausa é marcada por uma mudança profunda na composição corporal. A Taxa Metabólica Basal (TMB) representa cerca de 60-75% do gasto energético total e é altamente dependente da massa livre de gordura. Com a queda estrogênica e o sedentarismo frequente nessa faixa etária, a massa muscular declina, reduzindo a TMB. Estudos mostram que mulheres na pós-menopausa tendem a ganhar, em média, 0,5 kg a 1 kg por ano se não houver ajuste na ingestão calórica ou aumento da atividade física. Além disso, a gordura visceral torna-se metabolicamente ativa e pró-inflamatória, elevando o risco de síndrome metabólica. O manejo clínico deve focar não apenas na reposição hormonal (quando indicada), mas essencialmente em exercícios de resistência (musculação) para mitigar a sarcopenia.
Não. Embora o FSH e o LH aumentem significativamente na menopausa devido à falência ovariana (perda do feedback negativo), eles não são responsáveis pela diminuição da taxa metabólica basal. A redução do metabolismo ocorre devido ao envelhecimento biológico, à queda dos níveis de estrogênio (que tem papel termogênico e regulador de gordura) e, principalmente, à perda progressiva de massa muscular esquelética.
A queda do estrogênio altera a atividade da enzima lipoproteína lipase e dos receptores adrenérgicos no tecido adiposo. Isso favorece a redistribuição da gordura do depósito ginoide (quadril e coxas) para o depósito androide (visceral/abdominal). Esse aumento da gordura visceral está associado a um maior risco de resistência insulínica e doenças cardiovasculares.
É a condição onde há um aumento da massa gorda concomitante a uma diminuição da massa livre de gordura (músculos). Na menopausa, a redução da síntese proteica e do estímulo anabólico do estrogênio acelera a perda muscular. O resultado é uma mulher que pode manter o mesmo peso na balança, mas com uma composição corporal muito mais desfavorável e menor gasto energético em repouso.
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