Tática de Bevan no Trauma Abdominal: Técnica e Indicações

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2024

Enunciado

A tática de Bevan utilizada no trauma abdominal consiste em:

Alternativas

  1. A) Exclusão do fluxo sanguíneo hepático por clampeamento da artéria hepática.
  2. B) Ligadura da artéria esplênica através do ligamento gastro cólico.
  3. C) Liberação do ligamento triangular esquerdo do fígado para acesso à veia cava retro hepática.
  4. D) Dissecção do ligamento gastro-cólico para acesso ao pâncreas.

Pérola Clínica

Tática de Bevan = Ligadura da artéria esplênica via ligamento gastrocólico para controle de hemorragia.

Resumo-Chave

A tática de Bevan é uma manobra cirúrgica utilizada no trauma para o controle rápido de hemorragias esplênicas através do acesso ao saco menor e ligadura da artéria esplênica.

Contexto Educacional

No manejo do trauma abdominal, o controle vascular proximal é um princípio fundamental da cirurgia de controle de danos. A tática de Bevan exemplifica esse princípio ao permitir o acesso à artéria esplênica antes de manipular o baço lesionado, o que minimiza a perda sanguínea adicional durante a mobilização do órgão. O conhecimento da anatomia da transcavidade dos epíplons e da relação da artéria esplênica com o pâncreas é essencial para a execução segura desta técnica.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza a tática de Bevan?

A tática de Bevan consiste na abordagem da artéria esplênica através da abertura do ligamento gastrocólico (acesso à transcavidade dos epíplons). Uma vez acessada a borda superior do pâncreas, a artéria esplênica é identificada e ligada em continuidade. Essa manobra é particularmente útil em situações de trauma esplênico grave onde o controle hilar direto é difícil devido ao sangramento profuso ou hematoma volumoso, permitindo uma redução rápida do fluxo sanguíneo para o baço antes da sua mobilização.

Quando a tática de Bevan é indicada no trauma?

É indicada principalmente em traumas esplênicos complexos (Graus IV e V) com instabilidade hemodinâmica, onde o cirurgião necessita de um controle vascular proximal rápido. Também pode ser utilizada em cirurgias eletivas de grande porte que envolvam o baço ou pâncreas. No contexto de cirurgia de controle de danos, permite que o cirurgião interrompa a hemorragia rapidamente, facilitando a decisão entre a esplenectomia ou a tentativa de preservação do órgão em pacientes selecionados.

Qual a diferença entre a tática de Bevan e a manobra de Pringle?

A tática de Bevan foca no controle do fluxo arterial para o baço através da ligadura da artéria esplênica no espaço retrogástrico. Já a manobra de Pringle consiste no clampeamento do ligamento hepatoduodenal (contendo a artéria hepática própria, veia porta e ducto colédoco) para controlar o influxo sanguíneo para o fígado. Ambas são manobras de controle vascular, mas aplicadas a órgãos e vasos diferentes no andar superior do abdome durante o manejo do trauma.

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