CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2024
A tática de Bevan utilizada no trauma abdominal consiste em:
Tática de Bevan = Ligadura da artéria esplênica via ligamento gastrocólico para controle de hemorragia.
A tática de Bevan é uma manobra cirúrgica utilizada no trauma para o controle rápido de hemorragias esplênicas através do acesso ao saco menor e ligadura da artéria esplênica.
No manejo do trauma abdominal, o controle vascular proximal é um princípio fundamental da cirurgia de controle de danos. A tática de Bevan exemplifica esse princípio ao permitir o acesso à artéria esplênica antes de manipular o baço lesionado, o que minimiza a perda sanguínea adicional durante a mobilização do órgão. O conhecimento da anatomia da transcavidade dos epíplons e da relação da artéria esplênica com o pâncreas é essencial para a execução segura desta técnica.
A tática de Bevan consiste na abordagem da artéria esplênica através da abertura do ligamento gastrocólico (acesso à transcavidade dos epíplons). Uma vez acessada a borda superior do pâncreas, a artéria esplênica é identificada e ligada em continuidade. Essa manobra é particularmente útil em situações de trauma esplênico grave onde o controle hilar direto é difícil devido ao sangramento profuso ou hematoma volumoso, permitindo uma redução rápida do fluxo sanguíneo para o baço antes da sua mobilização.
É indicada principalmente em traumas esplênicos complexos (Graus IV e V) com instabilidade hemodinâmica, onde o cirurgião necessita de um controle vascular proximal rápido. Também pode ser utilizada em cirurgias eletivas de grande porte que envolvam o baço ou pâncreas. No contexto de cirurgia de controle de danos, permite que o cirurgião interrompa a hemorragia rapidamente, facilitando a decisão entre a esplenectomia ou a tentativa de preservação do órgão em pacientes selecionados.
A tática de Bevan foca no controle do fluxo arterial para o baço através da ligadura da artéria esplênica no espaço retrogástrico. Já a manobra de Pringle consiste no clampeamento do ligamento hepatoduodenal (contendo a artéria hepática própria, veia porta e ducto colédoco) para controlar o influxo sanguíneo para o fígado. Ambas são manobras de controle vascular, mas aplicadas a órgãos e vasos diferentes no andar superior do abdome durante o manejo do trauma.
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