CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2018
Dentre as opções abaixo, qual a melhor terapêutica cirúrgica para paciente com ectrópio da pálpebra inferior após 12 meses de paresia do VII nervo craniano, sem lagoftalmo significativo?
Ectrópio paralítico crônico (>6 meses) + frouxidão → Tarsal Strip (Cantoplastia Lateral).
Em casos de paralisia do VII par com ectrópio residual após 12 meses, a causa principal é a frouxidão horizontal. A técnica de 'tarsal strip' (cantoplastia lateral) é a escolha para restaurar a tensão e o posicionamento palpebral.
O manejo do ectrópio paralítico exige uma avaliação da dinâmica palpebral. A paralisia do nervo facial resulta em atonia do orbicular, que falha em manter a pálpebra contra o globo. Com o tempo, a gravidade e a perda de suporte levam a um alongamento permanente dos tecidos. A técnica de Tarsal Strip Lateral é altamente eficaz pois aborda a frouxidão horizontal e o desabamento do canto lateral simultaneamente.
A paralisia crônica do músculo orbicular leva à perda do tônus e consequente frouxidão horizontal da pálpebra inferior. O Tarsal Strip encurta e fixa o tarso ao rebordo orbital lateral, corrigindo a eversão (ectrópio).
O lagoftalmo é a incapacidade de fechar o olho (trata-se com peso de ouro ou tarsorrafia). O ectrópio é a pálpebra 'virada para fora' (trata-se com reforço da tensão horizontal, como o Tarsal Strip).
Geralmente aguarda-se de 6 a 12 meses para observar recuperação espontânea. Se após esse período o ectrópio persistir e houver frouxidão, as técnicas de reposicionamento cantal estão indicadas.
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