HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2023
Recém-nascido de 38semanas, parto cesáreo, evoluiu com taquipneia logo após o nascimento. Radiografia de tórax revela hiperinsuflação pulmonar, infiltrado difuso e leve aumento da área cardíaca. Instituída oxigenoterapia com CPAP nasal. apresentando melhora clínica após 72h. Qual o diagnóstico mais provável para o caso acima:
RN a termo, cesárea, taquipneia precoce, melhora em 72h, raio-X com hiperinsuflação → TTRN.
A Taquipneia Transitória do Recém-Nascido (TTRN) é a causa mais comum de desconforto respiratório neonatal, especialmente em nascidos de cesariana, devido à falha na reabsorção do líquido pulmonar fetal. Caracteriza-se por taquipneia que melhora espontaneamente em 24-72 horas.
A Taquipneia Transitória do Recém-Nascido (TTRN) é a causa mais comum de desconforto respiratório em neonatos, afetando principalmente recém-nascidos a termo ou pré-termos tardios. É crucial para residentes e estudantes de medicina reconhecer essa condição benigna para evitar investigações e tratamentos desnecessários, diferenciando-a de patologias mais graves. A fisiopatologia envolve a reabsorção tardia do líquido pulmonar fetal, que normalmente é expelido durante o parto vaginal ou reabsorvido pelos vasos linfáticos e capilares pulmonares.
Os principais fatores de risco para TTRN incluem parto cesariano eletivo sem trabalho de parto, prematuridade tardia (34-36 semanas), macrossomia, asma materna, diabetes gestacional e asfixia perinatal. A ausência do trabalho de parto impede a compressão torácica e a liberação de catecolaminas, que auxiliam na reabsorção do líquido pulmonar.
O diagnóstico de TTRN é clínico e de exclusão. Baseia-se na presença de taquipneia e desconforto respiratório leve a moderado em um recém-nascido a termo ou pré-termo tardio, com melhora espontânea em 24 a 72 horas. A radiografia de tórax tipicamente mostra hiperinsuflação pulmonar, infiltrado perihilar e, por vezes, líquido nas fissuras.
O tratamento da TTRN é de suporte. Inclui oxigenoterapia para manter a saturação adequada, geralmente com CPAP nasal, e suporte nutricional. Em casos mais graves, pode ser necessário suporte ventilatório. A condição é autolimitada e o prognóstico é geralmente excelente.
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