SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2023
RN nascido de parto cesáreo por iteratividade, com 37 semanas de idade gestacional, mãe com pré-natal sem intercorrências, apresenta choro forte ao nascimento, com bom tônus e atividade, é apresentado à mãe que o segura por alguns minutos. Em seguida é pesado e medido, recebe profilaxia oftálmica e vacinas BCG e Hepatite B. Segue com a mãe para o alojamento conjunto. Com 45 minutos de vida, uma técnica de enfermagem observa que ele apresenta gemência, com batimento de aletas nasais e tiragem intercostal. Levada à Unidade Intermediária Neonatal recebeu oxigênio com FiO₂ em torno de 35%, passando a saturar 98%, e o RX de tórax apresenta acentuação da vascularização pulmonar e aeração aumentada. A principal hipótese diagnóstica para o caso é:
TTRN: RN termo/pré-termo tardio, cesariana, desconforto respiratório leve-moderado, RX com hiperinsuflação e congestão.
A Taquipneia Transitória do Recém-Nascido (TTRN) é comum em RNs de cesariana eletiva, devido à retenção de líquido pulmonar fetal. Caracteriza-se por desconforto respiratório leve a moderado que geralmente melhora em 24-72 horas, com achados radiológicos típicos de hiperinsuflação e acentuação da trama vascular.
A Taquipneia Transitória do Recém-Nascido (TTRN) é a causa mais comum de desconforto respiratório neonatal, afetando principalmente recém-nascidos a termo ou pré-termo tardios, especialmente aqueles nascidos por cesariana eletiva. É uma condição benigna, autolimitada, que geralmente se resolve em 24 a 72 horas, sendo importante o reconhecimento para evitar intervenções desnecessárias. A fisiopatologia da TTRN envolve a retenção de líquido pulmonar fetal devido à falha na sua reabsorção adequada pelos linfáticos e capilares pulmonares, processo que é prejudicado na ausência do 'aperto' torácico do parto vaginal. Clinicamente, manifesta-se por taquipneia, gemência, batimento de aletas nasais e tiragem. O raio-X de tórax tipicamente mostra hiperinsuflação pulmonar, acentuação da trama vascular e, por vezes, líquido nas fissuras, sem sinais de consolidação ou broncogramas aéreos. O diagnóstico é inicialmente clínico e radiológico, sendo um diagnóstico de exclusão após afastar outras causas mais graves de desconforto respiratório, como doença de membrana hialina ou pneumonia. O tratamento é de suporte, incluindo oxigenoterapia para manter a saturação adequada, hidratação e, em alguns casos, suporte ventilatório não invasivo. O prognóstico é excelente, sem sequelas a longo prazo.
Os principais fatores de risco incluem nascimento por cesariana (especialmente eletiva), prematuridade tardia (34-36 semanas), macrossomia, asma materna, diabetes materna e sexo masculino.
A TTRN geralmente afeta RNs a termo/pré-termo tardios, com desconforto respiratório de início mais tardio e RX com hiperinsuflação e congestão. A DMH ocorre em prematuros extremos, com desconforto precoce e progressivo, e RX com infiltrado reticulogranular difuso e broncogramas aéreos.
O tratamento é de suporte, incluindo oxigenoterapia para manter a saturação adequada (geralmente >90-95%), hidratação e, se necessário, suporte ventilatório não invasivo (CPAP nasal). A condição é autolimitada e geralmente se resolve em 24-72 horas.
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