INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Um neonato, com idade gestacional (IG) de 36 semanas, adequado para IG, com pré-natal regular, nascido de parto normal, APGAR 8/9, apresentou desconforto respiratório com 30 minutos de vida.Ao exame físico, nota-se atividade regular, frequência respiratória de 82 irpm, retrações intercostais e subcostais de moderada intensidade e ausculta pulmonar sem ruídos. Sua saturação de O2 é de 95% em ar ambiente, sua frequência cardíaca é de 148 bpm e apresenta ritmo cardíaco regular em dois tempos, com bulhas normofonéticas, sem sopros. Além disso, o tempo de enchimento capilar é < 2 segundos; os pulsos estão palpáveis, cheios e simétricos; sua pressão arterial é de 60 x 40 mmHg; e seu fígado está a 2 cm do rebordo costal direito.Com base nessas informações, a conduta médica imediata e adequada para o caso é
Desconforto respiratório em prematuro tardio com ausculta clara → considerar TTN → CPAP/VNI + O2 para sat ≥ 95% e RX tórax.
O desconforto respiratório em prematuros tardios, especialmente com início precoce e ausculta pulmonar limpa, sugere taquipneia transitória do recém-nascido (TTN). A conduta inicial inclui suporte respiratório não invasivo (CPAP/VNI) para otimizar a oxigenação e radiografia de tórax para confirmar o diagnóstico e excluir outras causas.
A Taquipneia Transitória do Recém-Nascido (TTN) é uma das causas mais comuns de desconforto respiratório em neonatos a termo ou prematuros tardios, representando um desafio diagnóstico e terapêutico. Caracteriza-se por um atraso na reabsorção do líquido pulmonar fetal após o nascimento, levando a um acúmulo temporário de líquido nos pulmões. Sua importância clínica reside na necessidade de diferenciá-la de condições mais graves, como a Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR) ou sepse neonatal, para evitar intervenções desnecessárias ou atraso no tratamento adequado. A fisiopatologia da TTN envolve a falha na depuração do líquido pulmonar pelos canais de sódio epiteliais e pela circulação linfática, resultando em diminuição da complacência pulmonar e aumento do trabalho respiratório. O diagnóstico é clínico, baseado no início precoce do desconforto (geralmente nas primeiras 6 horas de vida), taquipneia, retrações e ausculta pulmonar limpa. A radiografia de tórax tipicamente mostra hiperinsuflação, aumento da trama vascular pulmonar e líquido nas fissuras, mas é crucial para excluir outras patologias. O tratamento da TTN é de suporte, focando na oxigenação e no suporte respiratório. A ventilação não invasiva, como o CPAP nasal, é a conduta mais apropriada para manter a via aérea aberta e facilitar a reabsorção do líquido pulmonar, com oxigênio suplementar para manter a saturação acima de 95%. O prognóstico é excelente, com resolução espontânea em 24-72 horas. É fundamental monitorar o neonato de perto e reavaliar o diagnóstico se houver piora clínica ou achados atípicos.
A TTN se manifesta com taquipneia, retrações, gemência e batimento de asas nasais, geralmente nas primeiras horas de vida, em neonatos a termo ou prematuros tardios.
A conduta inicial inclui suporte respiratório com oxigenoterapia e ventilação não invasiva (CPAP/VNI) para manter saturação adequada, além de radiografia de tórax para diagnóstico e exclusão de outras patologias.
A TTN tem início mais precoce, geralmente em prematuros tardios ou a termo, com ausculta pulmonar limpa e melhora rápida. A SDR é mais comum em prematuros extremos, com piora progressiva e achados radiológicos típicos de vidro moído.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo