UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2025
Qual é um dos principais fatores de risco associados à taquipneia transitória do recém-nascido (TTRN)?
TTRN: principal fator de risco = cesárea eletiva sem trabalho de parto prévio.
A cesárea eletiva sem trabalho de parto prévio é um dos principais fatores de risco para a Taquipneia Transitória do Recém-Nascido (TTRN), pois a ausência das contrações uterinas e da compressão torácica durante o parto vaginal impede a adequada eliminação do líquido pulmonar fetal, resultando em acúmulo e dificuldade respiratória.
A Taquipneia Transitória do Recém-Nascido (TTRN) é uma das causas mais comuns de desconforto respiratório neonatal, geralmente benigna e autolimitada. É crucial para residentes de pediatria e neonatologia reconhecer seus fatores de risco e diferenciá-la de outras condições respiratórias mais graves. A fisiopatologia da TTRN envolve a retenção de líquido pulmonar fetal. Normalmente, durante o trabalho de parto e o parto vaginal, há uma liberação de catecolaminas que estimulam a absorção do líquido pelos pneumócitos e uma compressão mecânica do tórax que ajuda a expelir o líquido. Na cesárea eletiva sem trabalho de parto prévio, esses mecanismos são ausentes ou atenuados, resultando em acúmulo de líquido nos alvéolos. Os principais fatores de risco incluem cesárea eletiva, prematuridade tardia (34-36 semanas), macrossomia, asma materna e diabetes gestacional. O diagnóstico é clínico, com taquipneia nas primeiras horas de vida, e radiografia de tórax mostrando hiperinsuflação e líquido nas fissuras. O tratamento é de suporte, com oxigenoterapia e, se necessário, CPAP, e a condição geralmente se resolve em 24 a 72 horas.
A TTRN ocorre devido à retenção de líquido pulmonar fetal nos alvéolos, que não é adequadamente absorvido ou expelido, levando a uma diminuição da complacência pulmonar e taquipneia.
A ausência do trabalho de parto e da compressão torácica no parto vaginal impede a liberação de catecolaminas e a expulsão mecânica do líquido pulmonar, fatores que promovem a absorção do líquido.
Os sintomas incluem taquipneia, gemência, batimento de asa de nariz e retrações. O tratamento é de suporte, com oxigenoterapia e, se necessário, CPAP, sendo uma condição autolimitada que geralmente melhora em 24-72 horas.
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