HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2023
Após parto cesárea, RN com 35 semanas de idade gestacional necessita de ventilação com pressão positiva na sala de parto. Com 30 min de vida apresenta FR de 80 irpm, tiragem intercostal e batimento de aletas nasais. A etiopatogenia mais provável do quadro clínico e o tratamento para estabilização do paciente são, respectivamente:
RN 35s, cesárea, desconforto respiratório precoce → TTRN por retardo absorção líquido pulmonar; tratamento = CPAP nasal.
A taquipneia transitória do recém-nascido (TTRN) é a causa mais comum de desconforto respiratório em prematuros tardios e RN a termo nascidos por cesariana. É causada pelo retardo na absorção do líquido pulmonar fetal. O tratamento é de suporte, sendo o CPAP nasal uma intervenção eficaz para manter a via aérea aberta e melhorar a oxigenação.
A taquipneia transitória do recém-nascido (TTRN) é a causa mais comum de desconforto respiratório neonatal, especialmente em prematuros tardios e recém-nascidos de termo nascidos por cesariana sem trabalho de parto. Caracteriza-se por taquipneia, tiragem e batimento de aletas nasais que se iniciam nas primeiras horas de vida e geralmente se resolvem em 24-72 horas. A compreensão de sua etiopatogenia e manejo é crucial para residentes de pediatria e neonatologia. A fisiopatologia da TTRN está ligada ao retardo na absorção do líquido pulmonar fetal. Normalmente, o líquido pulmonar é expelido durante o trabalho de parto e absorvido pelos linfáticos e capilares pulmonares após o nascimento. Em partos cesarianos sem trabalho de parto, esse processo pode ser comprometido, levando ao acúmulo de líquido nos pulmões e comprometimento da troca gasosa, manifestado como desconforto respiratório. O tratamento da TTRN é primariamente de suporte. O CPAP nasal é uma intervenção eficaz que ajuda a manter a via aérea aberta, melhora a oxigenação e reduz o trabalho respiratório, permitindo a reabsorção gradual do líquido pulmonar. É importante diferenciar a TTRN de outras causas mais graves de desconforto respiratório, como a Doença da Membrana Hialina, que exige tratamento com surfactante, ou a Síndrome de Aspiração Meconial.
Os principais fatores de risco incluem nascimento por cesariana eletiva (sem trabalho de parto), prematuridade tardia (34-36 semanas), macrossomia, diabetes materno e asma materna.
Durante o trabalho de parto vaginal, há uma compressão torácica que ajuda a expelir o líquido pulmonar. Na cesariana sem trabalho de parto, esse mecanismo é ausente, e a absorção do líquido pelos linfáticos e capilares pulmonares pode ser mais lenta, levando a acúmulo e comprometimento da troca gasosa.
O CPAP nasal fornece uma pressão positiva contínua que ajuda a manter os alvéolos abertos, melhora a complacência pulmonar, reduz o trabalho respiratório e otimiza a oxigenação, facilitando a reabsorção do líquido pulmonar residual.
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