HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2024
RN de 37 semanas e 4 dias de idade gestacional, parto cesárea por desejo materno. Apgar de 7-8 no primeiro e no quinto minuto respectivamente. Líquido amniótico claro. Após os primeiros cuidados, na primeira de hora evoluiu com gemência, batimento de asa de nariz, tiragem intercostal e balanço toracoabdominal. A saturação de oxigênio préductal é de 92% com FC 150 bpm e FR 90 irpm. O diagnóstico e a conduta adequados neste caso são:
RN a termo/próximo termo, cesárea, desconforto respiratório leve-moderado → TTRN = suporte, O2 se necessário.
A taquipneia transitória do recém-nascido (TTRN) é uma causa comum de desconforto respiratório em RN a termo ou próximo do termo, especialmente após cesariana eletiva. É causada por retardo na reabsorção do líquido pulmonar fetal. O diagnóstico é de exclusão e o tratamento é de suporte, principalmente com oxigenioterapia se houver hipoxemia.
A taquipneia transitória do recém-nascido (TTRN), também conhecida como 'pulmão úmido', é a causa mais comum de desconforto respiratório em recém-nascidos a termo ou próximo do termo. É uma condição benigna e autolimitada, mas que exige reconhecimento e manejo adequados para evitar intervenções desnecessárias e tranquilizar os pais. É um tema frequente em provas de residência e na prática clínica pediátrica. A fisiopatologia da TTRN está relacionada a um atraso na reabsorção do líquido pulmonar fetal. Normalmente, o líquido é removido dos pulmões antes ou durante o trabalho de parto e no início da vida extrauterina. Em casos de cesariana eletiva (sem trabalho de parto) ou outros fatores de risco, esse processo pode ser retardado, resultando em líquido nos alvéolos e interstício, o que causa taquipneia e desconforto respiratório. O diagnóstico é de exclusão, baseado na apresentação clínica e na ausência de outros achados que sugiram condições mais graves. O tratamento da TTRN é primariamente de suporte. Isso inclui a monitorização cuidadosa do recém-nascido, manutenção da temperatura, e oferta de oxigenioterapia se houver hipoxemia (saturação de oxigênio abaixo do alvo). Em alguns casos, pode ser necessário suporte ventilatório não invasivo, como CPAP nasal. A condição geralmente se resolve espontaneamente em 24 a 72 horas, com um prognóstico excelente. É crucial diferenciar a TTRN de outras causas de desconforto respiratório neonatal, como doença da membrana hialina, pneumonia ou aspiração de mecônio, para evitar tratamentos inadequados.
Os principais fatores de risco para TTRN incluem parto cesariana (especialmente eletiva e sem trabalho de parto), diabetes materno, asma materna, macrossomia fetal e sexo masculino. A falta de compressão torácica no parto vaginal e a ausência de estresse do trabalho de parto contribuem para a retenção de líquido pulmonar.
A TTRN geralmente se manifesta em RN a termo ou próximo do termo, com desconforto respiratório de início precoce (primeiras horas de vida) que é autolimitado e melhora em 24-72 horas. Diferencia-se da Doença da Membrana Hialina (DMH) por ocorrer em RN mais maduros e da pneumonia por não apresentar sinais sistêmicos de infecção e ter curso benigno.
A conduta inicial para TTRN é de suporte, que inclui monitorização, manutenção da temperatura, nutrição adequada e, se necessário, oxigenioterapia inalatória para manter a saturação de oxigênio dentro dos parâmetros normais. Em casos mais graves, pode ser necessário suporte ventilatório não invasivo.
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