FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2021
Recém-nascido de parto cesárea ausência de trabalho de parto, com idade gestacional de 36 semanas e 6 dias, e peso de nascimento de 2800kg, não necessitou de reanimação, e com 4 horas de vida, apresentou desconforto respiratório progressivo, necessitando de oxigenioterapia. A radiografia de tórax mostrava acentuação proeminente da vascularização pulmonar, líquido nas fissuras interlobares e aumento da aeração. Com 36 horas de vida, o recém-nascido encontrava-se em oxigenioterapia, com FiO2 de 30%. A hipótese diagnóstica é:
RN a termo/pré-termo tardio + cesárea + desconforto respiratório precoce + RX com líquido em fissuras → Taquipneia Transitória do RN.
A Taquipneia Transitória do Recém-Nascido (TTRN) é a causa mais comum de desconforto respiratório em RN a termo ou pré-termo tardio, especialmente após cesariana eletiva. É causada por um atraso na reabsorção do líquido pulmonar fetal, manifestando-se com taquipneia e, no RX, com hiperinsuflação e líquido nas fissuras.
A Taquipneia Transitória do Recém-Nascido (TTRN) é a causa mais frequente de desconforto respiratório em recém-nascidos a termo ou pré-termo tardio, sendo uma condição benigna e autolimitada. Sua importância reside na necessidade de diferenciá-la de outras causas mais graves de desconforto respiratório neonatal, como a Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR) ou pneumonia congênita. A TTRN ocorre devido a um atraso na reabsorção do líquido pulmonar fetal, que normalmente é removido dos pulmões antes ou durante o trabalho de parto. A fisiopatologia envolve a retenção de líquido nos espaços alveolares e intersticiais, o que compromete a complacência pulmonar e a troca gasosa. Fatores de risco incluem parto cesariana sem trabalho de parto (que impede a compressão torácica e a liberação de catecolaminas que auxiliam na reabsorção do líquido), prematuridade tardia e diabetes materna. O quadro clínico geralmente se inicia nas primeiras horas de vida com taquipneia, gemência e retrações, mas com boa resposta à oxigenioterapia. O diagnóstico é clínico e radiológico. A radiografia de tórax é característica, mostrando hiperinsuflação pulmonar, proeminência da trama vascular pulmonar e, classicamente, líquido nas fissuras interlobares e no seio costofrênico. O tratamento é de suporte, com oxigenioterapia e, se necessário, pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP). O prognóstico é excelente, com resolução completa do desconforto em 24 a 72 horas, sem sequelas a longo prazo.
Os principais fatores de risco incluem parto cesariana (especialmente eletiva e sem trabalho de parto), prematuridade tardia (34-37 semanas), asma materna, diabetes materna e sexo masculino do recém-nascido.
A radiografia de tórax na TTRN tipicamente mostra hiperinsuflação pulmonar, proeminência da trama vascular pulmonar, cardiomegalia leve e, caracteristicamente, líquido nas fissuras interlobares e no seio costofrênico.
O tratamento é de suporte, incluindo oxigenioterapia para manter a saturação adequada, e, em casos mais graves, CPAP nasal. O prognóstico é excelente, com resolução espontânea do desconforto respiratório em 24 a 72 horas na maioria dos casos.
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