HC ICC - Hospital do Câncer - Instituto do Câncer do Ceará — Prova 2026
A taquipneia transitória do recém-nascido (TTRN) é uma condição benigna que ocorre em cerca de 1% a 2% de todos os nascimentos, acometendo RNT precoce e RNPT tardio que apresentam dificuldade respiratória logo após o nascimento e, em muitos dos casos, existe associação com realização de cesárea eletiva sem trabalho de parto prévio. Sobre este assunto, é correto afirmar, de forma mais assertiva, que:
TTRN = Atraso na reabsorção do líquido pulmonar fetal, comum em cesáreas eletivas sem trabalho de parto.
A TTRN resulta da falha no clearance do líquido pulmonar, mediada por canais de sódio (ENaC) e catecolaminas, sendo uma condição benigna e autolimitada.
A Taquipneia Transitória do Recém-Nascido (TTRN), também conhecida como 'pulmão úmido', é a causa mais comum de desconforto respiratório no período neonatal imediato. Ela afeta predominantemente recém-nascidos a termo ou pré-termos tardios. O quadro clínico caracteriza-se por taquipneia (frequência respiratória > 60 irpm), gemência e retrações leves, surgindo logo após o parto. Radiologicamente, observa-se congestão peri-hilar ('coração peludo'), aumento da trama vascular, derrame pleural laminar e cisurite. O manejo é essencialmente de suporte, garantindo estabilidade térmica, nutricional e oxigenoterapia se necessário (FiO2 geralmente < 40%). É fundamental diferenciar da Síndrome de Angústia Respiratória (deficiência de surfactante) e da pneumonia neonatal, embora a evolução rápida e benigna da TTRN confirme o diagnóstico retrospectivamente.
A principal causa é o retardo na absorção do líquido pulmonar fetal. Durante o trabalho de parto, o epitélio pulmonar passa de secretor de cloreto para absorvedor de sódio (via canais ENaC). A ausência desse processo, comum em cesáreas sem trabalho de parto, mantém o líquido nos alvéolos, dificultando a troca gasosa.
O estresse do trabalho de parto estimula a liberação de catecolaminas e esteroides maternos/fetais, que são gatilhos críticos para ativar os canais de sódio epiteliais (ENaC), iniciando a drenagem do líquido alveolar para o interstício e vasos linfáticos antes mesmo do nascimento.
A TTRN é uma condição autolimitada. Embora a maioria dos casos apresente melhora significativa nas primeiras 24 a 48 horas, a resolução clínica completa pode levar de 3 a 5 dias em casos mais arrastados, exigindo apenas suporte de oxigênio ou CPAP.
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