UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2020
Recém-nascido de parto cesáreo, a termo, adequado para a idade gestacional, Apgar 9/9. Apresenta, na primeira hora de vida, taquipneia e leve retração subcostal.Transferido para UTI, colocado sob oxigenioterapia (oxihood com FiO₂=30%), dieta zero e hidratação venosa. A radiografia de tórax evidencia presença de líquido nas fissuras intralobares e proeminência das marcas vasculares pulmonares. Após 24 horas o paciente evoluiu com resolução do quadro sem necessidade de outras intervenções. A hipótese diagnóstica mais provável é:
TTRN: RN a termo, cesárea, taquipneia precoce, RX com líquido em fissuras e proeminência vascular, resolução <72h.
A Taquipneia Transitória do Recém-Nascido (TTRN) é a causa mais comum de desconforto respiratório em RN a termo ou próximo ao termo, especialmente após parto cesáreo sem trabalho de parto. É causada por atraso na reabsorção do líquido pulmonar fetal, resultando em taquipneia e, por vezes, leve retração, com resolução espontânea em 24-72 horas.
A Taquipneia Transitória do Recém-Nascido (TTRN) é a causa mais comum de desconforto respiratório em recém-nascidos a termo ou próximo ao termo, com uma incidência de 5 a 6 por 1000 nascidos vivos. É particularmente prevalente em partos cesáreos eletivos, pois a ausência do trabalho de parto impede a compressão torácica que auxilia na expulsão do líquido pulmonar fetal, e a menor liberação de catecolaminas pode atrasar a reabsorção. Compreender a TTRN é crucial para o diagnóstico diferencial do desconforto respiratório neonatal. A fisiopatologia da TTRN envolve o atraso na reabsorção do líquido pulmonar fetal pelos linfáticos e capilares pulmonares. Clinicamente, o RN apresenta taquipneia, gemência e retração subcostal leve a moderada, que geralmente se inicia nas primeiras horas de vida. O diagnóstico é clínico e radiológico, com a radiografia de tórax evidenciando proeminência das marcas vasculares pulmonares, líquido nas fissuras interlobares e, ocasionalmente, hiperinsuflação e cardiomegalia. É fundamental diferenciá-la de condições mais graves como a doença da membrana hialina, pneumonia congênita e cardiopatias. O manejo da TTRN é primariamente de suporte, visando manter a oxigenação e a hidratação adequadas. Isso pode incluir oxigenioterapia (geralmente com oxihood ou CPAP nasal em casos mais graves), dieta zero para evitar aspiração e hidratação venosa. A condição é autolimitada, com a maioria dos casos resolvendo-se espontaneamente em 24 a 72 horas, sem sequelas a longo prazo. O prognóstico é excelente, e a alta hospitalar pode ocorrer após a resolução completa do quadro respiratório e o estabelecimento da alimentação oral.
A TTRN manifesta-se com taquipneia, gemência e retração subcostal leve, geralmente nas primeiras horas de vida, em recém-nascidos a termo ou próximos ao termo, frequentemente após parto cesáreo.
A radiografia de tórax na TTRN tipicamente mostra proeminência das marcas vasculares pulmonares, líquido nas fissuras interlobares e, por vezes, hiperinsuflação pulmonar, diferenciando-a de outras causas de desconforto respiratório.
O tratamento é de suporte, incluindo oxigenioterapia, dieta zero e hidratação venosa. A condição é autolimitada, com resolução espontânea em 24 a 72 horas e prognóstico excelente.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo