INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023
Um recém-nascido prematuro tardio de 36 semanas de idade gestacional nasceu de parto cesáreo após a rotura das membranas amnióticas sem evolução para trabalho de parto. No pós-parto imediato, o recém-nascido evoluiu com taquipneia, apresentando frequência respiratória de 70 incursões respiratórias por minuto, tiragem intercostal, retração esternal, cianose e necessidade de oxigenoterapia. Foram realizadas radiografias de tórax com 1 hora, com 12 horas e com 24 horas de vida, as quais são exibidas, respectivamente, a seguir. Considerando a evolução radiológica do paciente, é correto afirmar que o diagnóstico é compatível com
RN prematuro tardio/termo, cesárea sem trabalho de parto, desconforto respiratório leve-moderado com melhora progressiva → Taquipneia Transitória do RN.
A Taquipneia Transitória do Recém-Nascido (TTRN) é comum em prematuros tardios ou RN a termo nascidos por cesariana sem trabalho de parto, devido à retenção de líquido pulmonar. Caracteriza-se por desconforto respiratório que melhora progressivamente nas primeiras 24-72 horas.
A Taquipneia Transitória do Recém-Nascido (TTRN), também conhecida como "pulmão úmido", é a causa mais comum de desconforto respiratório em recém-nascidos a termo ou prematuros tardios. É uma condição benigna e autolimitada, geralmente com resolução espontânea em 24 a 72 horas. O reconhecimento é crucial para evitar investigações e tratamentos desnecessários, diferenciando-a de condições mais graves. A fisiopatologia da TTRN está relacionada à reabsorção inadequada do líquido pulmonar fetal. Durante o trabalho de parto e o nascimento vaginal, catecolaminas e compressão torácica auxiliam na expulsão e reabsorção desse líquido. Em nascimentos por cesariana eletiva, especialmente sem trabalho de parto prévio, esse mecanismo pode ser comprometido, levando à retenção de líquido nos alvéolos e interstício pulmonar. O quadro clínico se manifesta com taquipneia, gemência, tiragem e cianose leve, geralmente nas primeiras horas de vida. A radiografia de tórax mostra hiperinsuflação, proeminência da trama vascular pulmonar, líquido nas fissuras e, ocasionalmente, derrame pleural. O tratamento é de suporte, com oxigenoterapia e, se necessário, CPAP nasal. O prognóstico é excelente, com resolução completa e sem sequelas a longo prazo.
Os principais fatores de risco incluem nascimento por cesariana eletiva sem trabalho de parto, prematuridade tardia (34-36 semanas), macrossomia e asma materna.
A TTRN ocorre devido à retenção de líquido pulmonar fetal, que normalmente é reabsorvido durante o trabalho de parto e o nascimento vaginal, mas pode ser prejudicada em cesarianas sem trabalho de parto.
A radiografia de tórax na TTRN tipicamente mostra hiperinsuflação, proeminência da trama vascular pulmonar, líquido nas fissuras e, por vezes, derrame pleural discreto, com melhora rápida em 24-72 horas.
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