SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2025
Uma criança de 1 ano e 10 meses de idade foi vítima de afogamento e levada por seus pais ao pronto‑socorro. Ela não apresentou resposta ao ambiente e, no monitor, apresentou o ritmo de taquicardia ventricular.Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada para esse caso.
Criança com TV sem pulso pós-afogamento → checar pulso carotídeo; ausência de pulso → desfibrilar 2 J/kg.
Em crianças vítimas de afogamento que apresentam taquicardia ventricular no monitor e ausência de resposta, a prioridade é verificar a presença de pulso. Se não houver pulso, trata-se de uma TV sem pulso, um ritmo chocável que exige desfibrilação imediata com 2 J/kg, conforme as diretrizes do PALS.
O Suporte Avançado de Vida em Pediatria (PALS) é um conjunto de diretrizes cruciais para o manejo de emergências cardiorrespiratórias em crianças. O afogamento é uma causa comum de parada cardiorrespiratória pediátrica, frequentemente resultando em hipóxia e acidose, que podem levar a arritmias graves como a taquicardia ventricular (TV). A identificação e o tratamento rápidos são essenciais para melhorar o prognóstico. Ao se deparar com uma criança sem resposta e com TV no monitor, a primeira etapa crítica é a avaliação da presença de pulso. Se o pulso estiver ausente, configura-se uma taquicardia ventricular sem pulso, um ritmo chocável. A desfibrilação é a intervenção de escolha para ritmos chocáveis, visando restaurar um ritmo cardíaco organizado. A energia inicial recomendada para desfibrilação em crianças é de 2 Joules por quilograma (2 J/kg). É fundamental diferenciar a TV sem pulso da TV com pulso. Na TV com pulso e instabilidade hemodinâmica, a cardioversão sincronizada é indicada, com doses de energia menores (0,5 a 1 J/kg). No entanto, na ausência de pulso, a desfibrilação assíncrona é a conduta correta. A checagem do pulso carotídeo é apropriada para crianças maiores, enquanto o pulso braquial ou femoral são mais facilmente palpáveis em lactentes. A rápida identificação e intervenção são pilares para a sobrevida e recuperação neurológica.
Os ritmos chocáveis na parada cardíaca pediátrica são a fibrilação ventricular (FV) e a taquicardia ventricular sem pulso (TV sem pulso). Estes ritmos requerem desfibrilação elétrica imediata.
A dose inicial de energia para desfibrilação em crianças é de 2 Joules por quilograma (2 J/kg). Se a primeira tentativa falhar, a dose pode ser aumentada para 4 J/kg nas tentativas subsequentes, até um máximo de 10 J/kg ou dose adulta.
O pulso carotídeo é um local de checagem de pulso válido em crianças maiores e adolescentes. Em lactentes, o pulso braquial ou femoral são preferíveis. A checagem de pulso deve ser rápida, não excedendo 10 segundos.
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