Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Uma criança de 3 anos é encontrada inconsciente e sem pulso na UTI Pediátrica. A criança já está intubada, pois apresentava insuficiência respiratória devido a uma pneumonia grave. Iniciam-se as manobras de reanimação (RCP) e observa-se, no monitor cardíaco, um ritmo compatível com uma taquicardia ventricular.Com base nesse cenário, qual é a conduta imediata adequada?
TV sem pulso em pediatria = Desfibrilação imediata (2 J/kg) + RCP contínua.
Em uma criança com parada cardiorrespiratória e ritmo de taquicardia ventricular sem pulso (ou fibrilação ventricular), a desfibrilação é a conduta imediata e mais eficaz para restaurar um ritmo cardíaco perfusório. A epinefrina é para ritmos não chocáveis ou após a primeira desfibrilação se o ritmo persistir.
A parada cardiorrespiratória (PCR) em pediatria é uma emergência médica grave, frequentemente secundária a insuficiência respiratória ou choque. O reconhecimento rápido do ritmo cardíaco no monitor é crucial para guiar a reanimação. A taquicardia ventricular sem pulso (TV sem pulso) e a fibrilação ventricular (FV) são ritmos chocáveis, ou seja, respondem à desfibrilação. A fisiopatologia da TV sem pulso e FV envolve uma atividade elétrica cardíaca caótica e ineficaz, que impede a contração ventricular e, consequentemente, a perfusão sistêmica. A desfibrilação visa despolarizar simultaneamente uma massa crítica de miocárdio, permitindo que o nó sinusal retome o controle do ritmo cardíaco. A interrupção mínima das compressões torácicas é fundamental antes e após o choque. A conduta imediata para TV sem pulso ou FV em crianças é a desfibrilação, com a primeira dose de 2 J/kg, seguida de compressões torácicas de alta qualidade. Se o ritmo persistir, doses subsequentes de desfibrilação podem ser administradas (4 J/kg, até 10 J/kg ou dose máxima de adulto). A epinefrina é administrada após o primeiro ou segundo choque, se o ritmo chocável persistir, para aumentar a probabilidade de retorno à circulação espontânea.
A dose inicial recomendada para desfibrilação em crianças com taquicardia ventricular sem pulso ou fibrilação ventricular é de 2 Joules por quilograma (2 J/kg). Se necessário, as doses subsequentes podem ser aumentadas.
A epinefrina é indicada no algoritmo de PCR pediátrica para ritmos chocáveis (TV sem pulso, FV) após a primeira ou segunda desfibrilação, caso o ritmo persista. Ela é administrada para aumentar a chance de retorno à circulação espontânea.
Os ritmos de parada cardíaca chocáveis em pediatria são a taquicardia ventricular sem pulso (TV sem pulso) e a fibrilação ventricular (FV). Ambos requerem desfibrilação imediata para tentar reverter a parada.
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