PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2023
Homem de idade aparente de 50 anos deu entrada na sala de emergência, carregado pelos seguranças do hospital, após desmaio na recepção do local. Está irresponsivo e sem pulso. Você coloca as pás do desfibrilador no tórax do paciente e identifica uma taquicardia ventricular monomórfica. Qual deve ser a estratégia terapêutica prioritária nesse momento?
TV sem pulso ou FV = Desfibrilação imediata (choque não sincronizado).
Em casos de taquicardia ventricular sem pulso ou fibrilação ventricular, o tratamento prioritário é a desfibrilação imediata. Estes são ritmos chocáveis que requerem um choque não sincronizado de alta energia para tentar restaurar um ritmo cardíaco organizado e com perfusão.
A taquicardia ventricular sem pulso (TVSP) é uma das principais causas de parada cardiorrespiratória (PCR) e representa uma emergência médica com alta mortalidade se não tratada prontamente. É caracterizada por uma atividade elétrica ventricular rápida e desorganizada que não gera débito cardíaco, resultando em ausência de pulso e irresponsividade. A identificação rápida deste ritmo é crucial para a sobrevida do paciente. A fisiopatologia da TVSP envolve circuitos de reentrada ou focos ectópicos ventriculares que disparam impulsos elétricos de forma caótica. O diagnóstico é feito pela ausência de pulso em um paciente com ritmo de taquicardia ventricular no monitor. A suspeita clínica deve ser alta em pacientes que colapsam subitamente. O tratamento prioritário e mais eficaz para a TVSP é a desfibrilação imediata, um choque elétrico não sincronizado. As diretrizes do Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS) recomendam a aplicação de um choque de 200 Joules (bifásico) ou 360 Joules (monofásico) o mais rápido possível, seguido de compressões torácicas de alta qualidade. Medicamentos como amiodarona ou lidocaína podem ser considerados após o segundo ou terceiro choque, se o ritmo persistir.
Os ritmos chocáveis na PCR são a fibrilação ventricular (FV) e a taquicardia ventricular sem pulso (TVSP). Ambos indicam atividade elétrica caótica ou ausente que impede o bombeamento eficaz do coração.
A desfibrilação é um choque não sincronizado usado em ritmos de PCR (FV/TVSP) para despolarizar o miocárdio de uma vez. A cardioversão é um choque sincronizado com a onda R, usada em taquiarritmias com pulso, mas instáveis, para evitar o período refratário.
A desfibrilação é prioritária porque a TV sem pulso é uma emergência letal. O choque elétrico é a intervenção mais eficaz para interromper a atividade elétrica desorganizada e permitir que o nó sinusal retome o controle do ritmo cardíaco, aumentando as chances de retorno à circulação espontânea.
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