HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2023
Um paciente foi admitido em parada cardio-circulatória. Foram iniciadas manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP). Identificou‐se ritmo no monitor cardíaco compatível com taquicardia ventricular.
TV sem pulso = Ritmo chocável → Desfibrilação imediata + RCP.
Em um paciente em parada cardio-circulatória com ritmo de taquicardia ventricular (TV) no monitor, sem pulso, trata-se de um ritmo chocável. A conduta imediata é a desfibrilação não sincronizada, seguida de retorno às compressões cardíacas por 2 minutos antes de reavaliar o ritmo.
A parada cardiorrespiratória (PCR) é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e intervenção imediata para maximizar as chances de sobrevida do paciente. A identificação do ritmo cardíaco no monitor é um passo crucial no algoritmo de Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS), pois direciona a conduta terapêutica. Ritmos chocáveis, como a taquicardia ventricular (TV) sem pulso e a fibrilação ventricular (FV), requerem desfibrilação. A taquicardia ventricular sem pulso é um ritmo de PCR em que os ventrículos batem rapidamente, mas de forma ineficaz, não gerando débito cardíaco. Fisiologicamente, isso impede a perfusão de órgãos vitais, levando à isquemia e morte celular. A desfibrilação atua despolarizando simultaneamente uma massa crítica de miocárdio, interrompendo o circuito elétrico caótico e permitindo que o nó sinusal retome o controle. A conduta para TV sem pulso é a desfibrilação imediata e não sincronizada, com a carga máxima disponível para o desfibrilador bifásico ou 360J para monofásico. Após o choque, as compressões torácicas devem ser retomadas imediatamente por 2 minutos, sem interrupção para checar o pulso, para garantir a perfusão cerebral e coronariana. A administração de drogas como adrenalina e amiodarona é considerada após os choques iniciais e ciclos de RCP.
Os ritmos chocáveis na parada cardiorrespiratória são a Fibrilação Ventricular (FV) e a Taquicardia Ventricular sem pulso (TV sem pulso). Ambos requerem desfibrilação imediata.
A sequência é: iniciar RCP, identificar ritmo chocável (TV sem pulso), realizar choque imediato não sincronizado com carga de desfibrilação, retornar imediatamente às compressões cardíacas por 2 minutos, e então checar o ritmo novamente.
A desfibrilação é a primeira conduta porque é a única intervenção capaz de reverter a TV sem pulso, restaurando um ritmo cardíaco organizado e permitindo a recuperação da perfusão. O tempo até o primeiro choque é crítico para a sobrevida.
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