UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2024
Escolar admitido na urgência pediátrica em PCR, com monitorização eletrocardiográfica evidenciando o seguinte ritmoO provável diagnóstico, é:
TV sem pulso em PCR pediátrica → ritmo chocável, tratar com desfibrilação imediata.
Em uma parada cardiorrespiratória (PCR) pediátrica, a Taquicardia Ventricular (TV) sem pulso é um ritmo chocável. O tratamento de escolha é a desfibrilação imediata, seguida de compressões torácicas e administração de epinefrina, conforme o algoritmo de Suporte Avançado de Vida em Pediatria (PALS).
A parada cardiorrespiratória (PCR) em crianças é um evento devastador, frequentemente precedido por insuficiência respiratória ou choque. O reconhecimento rápido e o manejo adequado são cruciais para a sobrevida e o prognóstico neurológico. No contexto da PCR, a identificação do ritmo cardíaco é fundamental para guiar a conduta, dividindo os ritmos em chocáveis e não chocáveis. A Taquicardia Ventricular (TV) sem pulso e a Fibrilação Ventricular (FV) são os ritmos chocáveis mais comuns em PCR pediátrica, embora menos frequentes que a assistolia ou a atividade elétrica sem pulso (AESP). A TV sem pulso é caracterizada por um ritmo ventricular rápido e irregular, sem pulso palpável, indicando falha na perfusão. O tratamento prioritário para TV sem pulso e FV é a desfibrilação imediata, que consiste na aplicação de um choque elétrico não sincronizado para despolarizar as células miocárdicas e permitir que o nó sinusal retome o controle do ritmo. O algoritmo de Suporte Avançado de Vida em Pediatria (PALS) preconiza a desfibrilação com doses crescentes de energia (2 J/kg na primeira dose, 4 J/kg nas subsequentes), intercalada com ciclos de compressões torácicas de alta qualidade e administração de epinefrina. O atraso na desfibrilação em ritmos chocáveis reduz significativamente as chances de sucesso. É vital que os profissionais de saúde estejam aptos a reconhecer esses ritmos e a aplicar a desfibrilação de forma rápida e eficaz.
Os ritmos chocáveis na PCR pediátrica são a Fibrilação Ventricular (FV) e a Taquicardia Ventricular (TV) sem pulso. Ambos requerem desfibrilação imediata para tentar restaurar um ritmo cardíaco organizado.
A desfibrilação é uma descarga elétrica não sincronizada, usada para ritmos de PCR sem pulso (FV, TV sem pulso). A cardioversão é uma descarga elétrica sincronizada com o complexo QRS do paciente, usada para taquiarritmias com pulso que causam instabilidade hemodinâmica (ex: TSV ou TV com pulso).
Após identificar TV sem pulso, a sequência é: compressões torácicas de alta qualidade, desfibrilação (primeira dose 2 J/kg), retomar compressões, administrar epinefrina (0,01 mg/kg IV/IO), considerar segunda desfibrilação (4 J/kg) e continuar ciclos de RCP e drogas conforme o algoritmo PALS.
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