TV Polimórfica sem Pulso: Manejo e Desfibrilação Imediata

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2020

Enunciado

Qual seria o diagnóstico e a melhor conduta para um paciente sem pulsos palpáveis e com a imagem, abaixo, no monitor:

Alternativas

  1. A)  Taquicardia supraventricular e cardio versão elétrica sincronizada com 100 Joules.
  2. B)  Taquicardia ventricular sem pulso e adrenalina 1mg IV em bolus.
  3. C)  Taquicardia ventricular polimórfica e cardioversão elétrica com choque sincronizado de200 Joules.
  4. D)  Taquicardia ventricular polimórfica e desfibrilação com 200 Joules.

Pérola Clínica

TV polimórfica sem pulso = PCR ritmo chocável → Desfibrilação imediata (não sincronizada).

Resumo-Chave

Em pacientes sem pulso, a taquicardia ventricular polimórfica é um ritmo de parada cardiorrespiratória chocável. A conduta imediata é a desfibrilação elétrica não sincronizada, pois a sincronização é impossível ou ineficaz em ritmos caóticos e instáveis como a TV polimórfica, e o atraso na descarga elétrica é prejudicial.

Contexto Educacional

A taquicardia ventricular polimórfica sem pulso é uma emergência cardiológica grave, classificada como um ritmo chocável na parada cardiorrespiratória (PCR). Sua identificação rápida e o manejo adequado são cruciais para a sobrevida do paciente. Este ritmo é caracterizado por complexos QRS de morfologia variável no eletrocardiograma, sem pulso palpável, indicando falha da função de bomba cardíaca. A fisiopatologia envolve instabilidade elétrica miocárdica, frequentemente associada a isquemia, distúrbios eletrolíticos (como hipocalemia ou hipomagnesemia) ou síndromes de QT longo. O diagnóstico é feito pela ausência de pulso em um paciente com o traçado eletrocardiográfico característico. É fundamental diferenciar da TV monomórfica com pulso, que exige cardioversão sincronizada, e da TV polimórfica com pulso, que pode ser tratada com antiarrítmicos ou cardioversão. A conduta para a TV polimórfica sem pulso segue o algoritmo de Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS) para ritmos chocáveis. A terapia definitiva é a desfibrilação elétrica imediata e não sincronizada, com energia máxima (200 Joules em desfibriladores bifásicos ou 360 Joules em monofásicos), seguida de compressões torácicas de alta qualidade e administração de adrenalina. A sincronização é contraindicada, pois atrasaria o choque e seria ineficaz em um ritmo tão irregular.

Perguntas Frequentes

Quais são os ritmos chocáveis na parada cardiorrespiratória?

Os ritmos chocáveis na PCR são a Fibrilação Ventricular (FV) e a Taquicardia Ventricular (TV) sem pulso, incluindo a TV polimórfica. Ambos requerem desfibrilação imediata para tentar restaurar um ritmo cardíaco organizado.

Qual a diferença entre cardioversão e desfibrilação?

A cardioversão é um choque elétrico sincronizado com a onda R do ECG, usado em taquiarritmias com pulso. A desfibrilação é um choque não sincronizado, aplicado em ritmos de PCR (FV/TV sem pulso) para cessar a atividade elétrica caótica e permitir que o coração retome um ritmo normal.

Por que a TV polimórfica sem pulso exige desfibrilação não sincronizada?

A TV polimórfica sem pulso é um ritmo caótico e instável, onde a sincronização com a onda R é inviável ou ineficaz. A desfibrilação imediata e não sincronizada é crucial para interromper a arritmia e restaurar um ritmo organizado, sendo a prioridade máxima.

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