PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2020
Qual seria o diagnóstico e a melhor conduta para um paciente sem pulsos palpáveis e com a imagem, abaixo, no monitor:
TV polimórfica sem pulso = PCR ritmo chocável → Desfibrilação imediata (não sincronizada).
Em pacientes sem pulso, a taquicardia ventricular polimórfica é um ritmo de parada cardiorrespiratória chocável. A conduta imediata é a desfibrilação elétrica não sincronizada, pois a sincronização é impossível ou ineficaz em ritmos caóticos e instáveis como a TV polimórfica, e o atraso na descarga elétrica é prejudicial.
A taquicardia ventricular polimórfica sem pulso é uma emergência cardiológica grave, classificada como um ritmo chocável na parada cardiorrespiratória (PCR). Sua identificação rápida e o manejo adequado são cruciais para a sobrevida do paciente. Este ritmo é caracterizado por complexos QRS de morfologia variável no eletrocardiograma, sem pulso palpável, indicando falha da função de bomba cardíaca. A fisiopatologia envolve instabilidade elétrica miocárdica, frequentemente associada a isquemia, distúrbios eletrolíticos (como hipocalemia ou hipomagnesemia) ou síndromes de QT longo. O diagnóstico é feito pela ausência de pulso em um paciente com o traçado eletrocardiográfico característico. É fundamental diferenciar da TV monomórfica com pulso, que exige cardioversão sincronizada, e da TV polimórfica com pulso, que pode ser tratada com antiarrítmicos ou cardioversão. A conduta para a TV polimórfica sem pulso segue o algoritmo de Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS) para ritmos chocáveis. A terapia definitiva é a desfibrilação elétrica imediata e não sincronizada, com energia máxima (200 Joules em desfibriladores bifásicos ou 360 Joules em monofásicos), seguida de compressões torácicas de alta qualidade e administração de adrenalina. A sincronização é contraindicada, pois atrasaria o choque e seria ineficaz em um ritmo tão irregular.
Os ritmos chocáveis na PCR são a Fibrilação Ventricular (FV) e a Taquicardia Ventricular (TV) sem pulso, incluindo a TV polimórfica. Ambos requerem desfibrilação imediata para tentar restaurar um ritmo cardíaco organizado.
A cardioversão é um choque elétrico sincronizado com a onda R do ECG, usado em taquiarritmias com pulso. A desfibrilação é um choque não sincronizado, aplicado em ritmos de PCR (FV/TV sem pulso) para cessar a atividade elétrica caótica e permitir que o coração retome um ritmo normal.
A TV polimórfica sem pulso é um ritmo caótico e instável, onde a sincronização com a onda R é inviável ou ineficaz. A desfibrilação imediata e não sincronizada é crucial para interromper a arritmia e restaurar um ritmo organizado, sendo a prioridade máxima.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo