UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2023
Paciente de 60 anos, gênero feminino, portadora de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida de etiologia isquêmica, diabetes tipo 2 e dislipidemia em tratamento clínico otimizado. Deu entrada em unidade de emergência após um episódio de síncope. Durante sua permanência na unidade, foi observado episódio de rebaixamento do nível de consciência. PA:50/30 mmHg; SO2 92%; Glicemia capilar 120 mg/dL, sendo documentado o eletrocardiograma abaixo.Qual das condutas abaixo é a indicada?
Taquicardia ventricular polimórfica com instabilidade hemodinâmica (hipotensão, rebaixamento consciência) → cardioversão elétrica não sincronizada (desfibrilação).
A taquicardia ventricular polimórfica, especialmente em pacientes com cardiopatia estrutural e instabilidade hemodinâmica grave (hipotensão, síncope, rebaixamento de consciência), exige intervenção imediata. A conduta de escolha é a cardioversão elétrica não sincronizada, ou desfibrilação, devido à natureza caótica do ritmo e à dificuldade de sincronização.
A taquicardia ventricular polimórfica é uma arritmia ventricular grave caracterizada por complexos QRS de morfologia variável, refletindo múltiplos focos de reentrada ou automaticidade no ventrículo. É frequentemente associada a cardiopatias estruturais, como a insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida de etiologia isquêmica, e pode levar rapidamente à instabilidade hemodinâmica ou à morte súbita. A presença de síncope, rebaixamento do nível de consciência e hipotensão arterial são claros indicadores de instabilidade hemodinâmica grave. Nesses casos, a intervenção imediata é crucial para restaurar a perfusão e prevenir a deterioração clínica. A conduta de escolha para a taquicardia ventricular polimórfica com instabilidade hemodinâmica é a cardioversão elétrica não sincronizada, também conhecida como desfibrilação. Diferente da cardioversão sincronizada, que é usada para ritmos organizados com pulso, a desfibrilação entrega um choque de energia sem sincronia com o ciclo cardíaco, sendo essencial para ritmos caóticos ou sem pulso, como a fibrilação ventricular ou a TV polimórfica instável.
A cardioversão sincronizada entrega o choque no pico da onda R para evitar o período refratário ventricular, enquanto a não sincronizada (desfibrilação) entrega o choque imediatamente, sem sincronia, sendo usada em ritmos caóticos ou sem pulso.
Na TV polimórfica, as ondas R variam de morfologia e amplitude, tornando a sincronização ineficaz ou impossível. A entrega imediata do choque é crucial para reverter o ritmo e restaurar a perfusão.
Sinais de instabilidade incluem hipotensão (PA < 90/60 mmHg), alteração aguda do nível de consciência, dor torácica isquêmica, sinais de choque e insuficiência cardíaca aguda.
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