UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2024
Menino de 3 anos apresenta palidez cutânea, taquipneia e taquicardia há 4 horas. Ao exame físico: afebril, pulsos finos, perfusão periférica diminuída, tempo de enchimento capilar de 4 segundos, FC acima de 200 bpm, PA 60 X 20 mmHg. Colocado em monitorização contínua e registrado ECG (2 derivações) no cardioversor/desfibrilador (vide imagem).O diagnóstico e o tratamento correto são, respectivamente:
Criança com taquicardia e sinais de choque → Cardioversão sincronizada imediata.
Em crianças, qualquer taquiarritmia que cause instabilidade hemodinâmica (sinais de choque, hipotensão, alteração do nível de consciência) é uma emergência médica que requer cardioversão elétrica sincronizada imediata. A identificação do tipo de taquicardia (ventricular ou supraventricular) é importante, mas a instabilidade clínica dita a urgência da intervenção.
As taquiarritmias em crianças podem ser condições graves, especialmente quando associadas a instabilidade hemodinâmica. O reconhecimento precoce dos sinais de choque é crucial para um manejo adequado e rápido. Sinais como palidez, pulsos finos, tempo de enchimento capilar prolongado, taquipneia e hipotensão indicam que o coração não está conseguindo manter um débito cardíaco adequado para as necessidades metabólicas do corpo. No caso de uma criança com taquicardia e sinais de choque, a prioridade máxima é restaurar a perfusão tecidual. Se a arritmia for a causa da instabilidade, a reversão rápida da arritmia é fundamental. A taquicardia ventricular (TV) é uma arritmia potencialmente fatal, e quando associada a choque, a cardioversão elétrica sincronizada é o tratamento de escolha, pois oferece a maneira mais rápida de restaurar um ritmo sinusal ou um ritmo de perfusão. A dose inicial recomendada para cardioversão em crianças é de 0,5 a 1 J/kg, podendo ser aumentada para 2 J/kg se a primeira dose for ineficaz. É vital para o residente diferenciar a conduta em pacientes estáveis versus instáveis. Enquanto em pacientes estáveis pode-se tentar abordagens farmacológicas (como adenosina para taquicardia supraventricular), a presença de choque exige uma intervenção elétrica imediata. A demora na cardioversão em um paciente instável pode levar a desfechos desfavoráveis, incluindo parada cardiorrespiratória.
Os sinais de choque em crianças incluem palidez cutânea, pulsos finos ou ausentes, tempo de enchimento capilar prolongado (>2 segundos), taquicardia, taquipneia, hipotensão (sinal tardio), letargia ou irritabilidade e diminuição do débito urinário.
A cardioversão sincronizada é indicada imediatamente para qualquer taquiarritmia (taquicardia supraventricular ou ventricular) que cause instabilidade hemodinâmica, como choque, hipotensão, alteração do nível de consciência ou sinais de insuficiência cardíaca.
Ambas as taquicardias, se causarem choque, requerem cardioversão sincronizada imediata. A distinção é importante para o tratamento farmacológico subsequente, mas a instabilidade hemodinâmica prioriza a cardioversão elétrica como medida salvadora de vida.
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