Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2025
Paciente na Emergência feito ECG com a seguinte imagem. Paciente na Emergência feito ECG com a seguinte imagem. Qual seria seu diagnóstico.
TV monomórfica = taquicardia de QRS largo (≥0,12s), regular, com morfologia constante.
A taquicardia ventricular monomórfica é caracterizada por uma taquicardia de QRS largo (≥0,12s), regular, com todos os complexos QRS apresentando a mesma morfologia. É crucial diferenciá-la de taquicardias supraventriculares com aberrância para o manejo adequado, pois o tratamento é distinto.
A taquicardia ventricular (TV) é uma arritmia grave que se origina nos ventrículos, caracterizada por uma frequência cardíaca rápida e complexos QRS largos no eletrocardiograma (ECG). A TV monomórfica, onde todos os complexos QRS têm a mesma morfologia, é um desafio diagnóstico importante na emergência, exigindo reconhecimento rápido e preciso por parte dos residentes. O diagnóstico da TV monomórfica baseia-se na análise do ECG, observando um ritmo de QRS largo (≥ 0,12 segundos), regular e com morfologia constante. A diferenciação de taquicardias supraventriculares com aberrância é fundamental e pode ser auxiliada por critérios como a dissociação atrioventricular, batimentos de captura e fusão, e algoritmos como os de Brugada ou Vereckei, que aumentam a acurácia diagnóstica. O manejo da TV depende da estabilidade hemodinâmica do paciente. Pacientes instáveis requerem cardioversão elétrica sincronizada imediata. Pacientes estáveis podem ser tratados com antiarrítmicos intravenosos. O prognóstico varia conforme a doença cardíaca subjacente, sendo essencial identificar e tratar a causa subjacente para prevenir recorrências e complicações graves.
No ECG, a TV monomórfica apresenta uma frequência cardíaca elevada, complexos QRS largos (geralmente > 0,12 segundos), e todos os complexos QRS têm a mesma morfologia e um ritmo regular.
Critérios como a dissociação AV, batimentos de fusão e captura, e a morfologia do QRS em V1 e V6 (critérios de Brugada ou Vereckei) são úteis para diferenciar TV de TSV com aberrância.
O diagnóstico correto é crucial porque a taquicardia ventricular pode rapidamente degenerar em fibrilação ventricular e parada cardíaca. O manejo e tratamento são diferentes para TV e TSV, impactando diretamente o prognóstico do paciente.
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