INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2011
Adolescente, após tentativa de suicídio com ingestão de antidepressivo tricíclico, manifestou parada cardiorrespiratória. Durante a reanimação cardiopulmonar, observou- se o seguinte ritmo no monitor cardíaco: A análise do monitor cardíaco permite afirmar que o traçado eletrocardiográfico demonstra ritmo de:
TV sem pulso/FV → Choque imediato (desfibrilação não sincronizada).
Em ritmos de parada cardíaca chocáveis (TV sem pulso ou FV), o choque deve ser não sincronizado (desfibrilação) para evitar atrasos na entrega da energia.
A intoxicação por antidepressivos tricíclicos é uma emergência médica grave devido aos seus efeitos cardiotóxicos. O bloqueio dos canais de sódio rápidos resulta em prolongamento do intervalo QRS e risco iminente de arritmias ventriculares fatais. No cenário de parada cardiorrespiratória (PCR) com ritmo de Taquicardia Ventricular (TV), a prioridade absoluta é a desfibrilação precoce (choque não sincronizado) e RCP de alta qualidade. A sincronização é impossível ou perigosa em ritmos de parada, pois o monitor pode não identificar um complexo QRS organizado para disparar o choque.
A desfibrilação é a entrega de choque não sincronizado para ritmos de parada (FV/TVSP). A cardioversão é sincronizada com a onda R, usada em pacientes com pulso e instabilidade.
Eles bloqueiam os canais de sódio miocárdicos, o que alarga o complexo QRS, prolonga o intervalo QT e predispõe a arritmias ventriculares por reentrada.
Além do suporte de vida avançado, utiliza-se bicarbonato de sódio para alcalinização sérica, o que ajuda a estabilizar a membrana miocárdica e reduzir a toxicidade.
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