HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2020
Um paciente é admitido no pronto atendimento trazido por colegas após cair durante um jogo de futebol há 10 minutos. Você percebe que o paciente encontra-se sem pulso e inicia manobras de ressuscitação cardiopulmonar. Após 30 segundos o desfibrilador chega e você utiliza as pás para obter o traçado abaixo: Qual o ritmo encontrado?
TV sem pulso ou FV → Choque imediato + RCP de alta qualidade.
A Taquicardia Ventricular (TV) é um ritmo chocável caracterizado por complexos QRS largos e regulares; se o paciente estiver sem pulso, a conduta é desfibrilação imediata.
A Taquicardia Ventricular (TV) é uma arritmia originada nos ventrículos, frequentemente associada a doenças estruturais cardíacas ou isquemia aguda. No cenário de emergência, a distinção crucial é a presença ou ausência de pulso. A TV sem pulso é tratada como uma Parada Cardiorrespiratória (PCR) em ritmo chocável, onde a desfibrilação precoce é o fator que mais impacta a sobrevida. Fisiopatologicamente, a TV resulta de circuitos de reentrada ou automaticidade aumentada no tecido ventricular. Durante a RCP, após a identificação do ritmo chocável e a entrega do choque, deve-se retomar imediatamente as compressões torácicas por 2 minutos antes de uma nova checagem de ritmo. O uso de adrenalina e antiarrítmicos (amiodarona ou lidocaína) segue o protocolo específico para ritmos chocáveis persistentes após o segundo e terceiro choques, respectivamente.
Os ritmos chocáveis são a Fibrilação Ventricular (FV) e a Taquicardia Ventricular sem pulso (TVSP). A FV é caracterizada por uma atividade elétrica caótica e desorganizada, sem complexos QRS identificáveis. A TVSP apresenta complexos QRS largos, geralmente regulares e com frequência alta, mas sem gerar débito cardíaco eficaz (pulso ausente). Ambos requerem desfibrilação imediata.
Na Taquicardia Ventricular, observa-se uma sucessão de complexos QRS largos (> 120ms) com morfologia semelhante entre si (monomórfica) e ritmo geralmente regular. Na Fibrilação Ventricular, o traçado é totalmente irregular, ondulado, sem ondas P, complexos QRS ou ondas T visíveis, representando a despolarização ventricular anárquica.
De acordo com as diretrizes do ACLS, para desfibriladores bifásicos (mais comuns), a carga inicial deve ser a recomendada pelo fabricante (geralmente 120J a 200J). Se desconhecida, utiliza-se a carga máxima do aparelho. Para desfibriladores monofásicos, a carga padrão é de 360J para todos os choques.
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