UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2020
Que arritmia, dentre as abaixo, é a mais frequente na infância?
Taquicardia Supraventricular (TSV) → arritmia sintomática MAIS comum na infância.
A Taquicardia Supraventricular (TSV) é a arritmia sintomática mais comum na população pediátrica, especialmente em lactentes. Ela se caracteriza por uma frequência cardíaca elevada com complexos QRS estreitos, e seu reconhecimento e manejo adequados são cruciais devido ao risco de descompensação hemodinâmica.
As arritmias cardíacas na infância, embora menos comuns que em adultos, representam um desafio diagnóstico e terapêutico significativo para pediatras e cardiologistas pediátricos. Dentre elas, a Taquicardia Supraventricular (TSV) destaca-se como a arritmia sintomática mais frequente, especialmente nos primeiros anos de vida. O conhecimento de sua fisiopatologia, apresentação clínica e manejo é crucial para evitar complicações graves. A TSV em crianças é frequentemente causada por vias acessórias ou reentrada nodal. Sua apresentação clínica varia com a idade: lactentes podem ter sintomas inespecíficos como irritabilidade e dificuldade alimentar, enquanto crianças maiores podem relatar palpitações. O diagnóstico é confirmado pelo eletrocardiograma (ECG), que mostra uma taquicardia de QRS estreito com frequência cardíaca muito elevada. A identificação precoce é vital, pois a TSV prolongada pode levar à disfunção ventricular e choque. O tratamento da TSV depende da estabilidade hemodinâmica da criança. Em casos estáveis, manobras vagais são tentadas inicialmente, seguidas por adenosina intravenosa se necessário. Em pacientes instáveis, a cardioversão elétrica sincronizada é a intervenção de emergência. Para residentes, é fundamental estar familiarizado com o reconhecimento rápido da TSV, a interpretação do ECG pediátrico e as opções de tratamento agudo e crônico, visando a melhor evolução e qualidade de vida para esses pacientes.
Em lactentes, os sintomas podem ser inespecíficos, como irritabilidade, letargia, dificuldade para mamar, palidez, sudorese e taquipneia. Em crianças maiores, podem relatar palpitações, dor torácica, tontura, síncope ou sensação de 'coração acelerado'.
O diagnóstico de TSV é feito principalmente pelo eletrocardiograma (ECG), que revela uma taquicardia com complexos QRS estreitos (geralmente < 0,08 segundos) e frequência cardíaca muito elevada para a idade (ex: > 220 bpm em lactentes, > 180 bpm em crianças maiores).
Para TSV estável, manobras vagais (ex: compressão ocular, bolsa de gelo na face em lactentes) são a primeira linha. Se ineficazes, adenosina intravenosa. Para TSV instável (com sinais de choque), a cardioversão elétrica sincronizada é a conduta de escolha, após sedação.
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