Taquicardia Supraventricular: A Arritmia Mais Comum na Infância

UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2020

Enunciado

Que arritmia, dentre as abaixo, é a mais frequente na infância?

Alternativas

  1. A)  Bloqueio atrioventricular
  2. B)  Bradicardia
  3. C)  Síndrome do QT longo
  4. D)  Taquicardia supraventricular
  5. E)  Taquicardia ventricular

Pérola Clínica

Taquicardia Supraventricular (TSV) → arritmia sintomática MAIS comum na infância.

Resumo-Chave

A Taquicardia Supraventricular (TSV) é a arritmia sintomática mais comum na população pediátrica, especialmente em lactentes. Ela se caracteriza por uma frequência cardíaca elevada com complexos QRS estreitos, e seu reconhecimento e manejo adequados são cruciais devido ao risco de descompensação hemodinâmica.

Contexto Educacional

As arritmias cardíacas na infância, embora menos comuns que em adultos, representam um desafio diagnóstico e terapêutico significativo para pediatras e cardiologistas pediátricos. Dentre elas, a Taquicardia Supraventricular (TSV) destaca-se como a arritmia sintomática mais frequente, especialmente nos primeiros anos de vida. O conhecimento de sua fisiopatologia, apresentação clínica e manejo é crucial para evitar complicações graves. A TSV em crianças é frequentemente causada por vias acessórias ou reentrada nodal. Sua apresentação clínica varia com a idade: lactentes podem ter sintomas inespecíficos como irritabilidade e dificuldade alimentar, enquanto crianças maiores podem relatar palpitações. O diagnóstico é confirmado pelo eletrocardiograma (ECG), que mostra uma taquicardia de QRS estreito com frequência cardíaca muito elevada. A identificação precoce é vital, pois a TSV prolongada pode levar à disfunção ventricular e choque. O tratamento da TSV depende da estabilidade hemodinâmica da criança. Em casos estáveis, manobras vagais são tentadas inicialmente, seguidas por adenosina intravenosa se necessário. Em pacientes instáveis, a cardioversão elétrica sincronizada é a intervenção de emergência. Para residentes, é fundamental estar familiarizado com o reconhecimento rápido da TSV, a interpretação do ECG pediátrico e as opções de tratamento agudo e crônico, visando a melhor evolução e qualidade de vida para esses pacientes.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas mais comuns da Taquicardia Supraventricular (TSV) em lactentes e crianças maiores?

Em lactentes, os sintomas podem ser inespecíficos, como irritabilidade, letargia, dificuldade para mamar, palidez, sudorese e taquipneia. Em crianças maiores, podem relatar palpitações, dor torácica, tontura, síncope ou sensação de 'coração acelerado'.

Como é feito o diagnóstico de Taquicardia Supraventricular (TSV) em pediatria?

O diagnóstico de TSV é feito principalmente pelo eletrocardiograma (ECG), que revela uma taquicardia com complexos QRS estreitos (geralmente < 0,08 segundos) e frequência cardíaca muito elevada para a idade (ex: > 220 bpm em lactentes, > 180 bpm em crianças maiores).

Qual a conduta inicial para uma criança com Taquicardia Supraventricular (TSV) estável e instável?

Para TSV estável, manobras vagais (ex: compressão ocular, bolsa de gelo na face em lactentes) são a primeira linha. Se ineficazes, adenosina intravenosa. Para TSV instável (com sinais de choque), a cardioversão elétrica sincronizada é a conduta de escolha, após sedação.

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