HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2025
Um paciente de 45 anos apresenta palpitações súbitas há aproximadamente uma hora. Ao exame físico, encontra-se estável, com pressão arterial de 125/75 mmHg e frequência cardíaca de 160 bpm. Foi realizada a manobra de Valsalva modificada, sem sucesso na reversão da arritmia. O monitor mostra o seguinte traçado de ECG na derivação D2:Qual a medida farmacológica para reversão da taquicardia supraventricular neste paciente?
TSV estável, Valsalva falha → Adenosina 6mg IV bolus.
Em pacientes hemodinamicamente estáveis com taquicardia supraventricular (TSV) de QRS estreito, após falha das manobras vagais (como Valsalva modificada), a adenosina intravenosa em bolus é o tratamento farmacológico de primeira linha para reversão. A dose inicial é de 6mg.
A taquicardia supraventricular (TSV) é uma arritmia comum caracterizada por uma frequência cardíaca rápida e regular, com complexos QRS estreitos (geralmente < 0,12 segundos). Embora muitas vezes benigna, pode causar sintomas como palpitações, tontura, dor torácica e, em casos mais graves, instabilidade hemodinâmica. O manejo inicial depende da estabilidade do paciente. Em pacientes hemodinamicamente estáveis, a primeira linha de tratamento são as manobras vagais, como a manobra de Valsalva modificada, massagem do seio carotídeo ou imersão facial em água gelada. Essas manobras aumentam o tônus vagal e podem interromper o circuito de reentrada que causa a TSV. No entanto, se as manobras vagais falharem, a terapia farmacológica é indicada. A adenosina é o fármaco de escolha para a reversão da TSV estável. Ela age rapidamente no nó atrioventricular (AV), bloqueando temporariamente a condução e interrompendo o circuito de reentrada. É crucial que a adenosina seja administrada em bolus intravenoso rápido (6mg inicialmente, seguido por 12mg se necessário), com um flush imediato de soro fisiológico, devido à sua meia-vida extremamente curta. Os efeitos colaterais são transitórios e incluem sensações de calor, dispneia e dor torácica.
A adenosina é indicada para a reversão de TSV de QRS estreito, hemodinamicamente estável, que não respondeu às manobras vagais. Ela atua bloqueando o nó AV, interrompendo o circuito de reentrada.
A dose inicial recomendada é de 6mg, administrada rapidamente (em bolus) por via intravenosa, seguida imediatamente por um flush de 20mL de soro fisiológico. Se não houver reversão em 1-2 minutos, pode-se administrar 12mg.
Os efeitos colaterais são geralmente transitórios e incluem rubor facial, dispneia, dor torácica, tontura e bradicardia. Devido à sua meia-vida muito curta, esses efeitos desaparecem rapidamente.
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