HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2022
Homem de 53 anos de idade é admitido na unidade de emergência, com quadro de palpitação e dispneia súbita durante o trabalho em escritório. No momento, mantém quadro, mas nega dor torácica. Nega comorbidades, uso de medicações ou outras substâncias. Ao exame clínico, apresenta pressão arterial de 80x40mmHg, frequência cardíaca de 180bpm, frequência respiratória de 26irpm, saturação de oxigênio de 89% em ar ambiente, e escala de coma de Glasgow de 13. O exame do tórax evidência estertores finos bibasais, e também há estase jugular presente. Sem outras alterações. O eletrocardiograma realizado pode ser visto na imagem abaixo: Qual é o diagnóstico eletrocardiocardiográfico?
Taquicardia QRS estreito regular com instabilidade hemodinâmica → TSV com necessidade de cardioversão elétrica sincronizada.
Um paciente com taquicardia de QRS estreito e regular, associada a sinais de instabilidade hemodinâmica (hipotensão, dispneia, alteração do nível de consciência), deve ser tratado como uma taquicardia supraventricular (TSV) e requer cardioversão elétrica sincronizada imediata.
A taquicardia supraventricular (TSV) é uma arritmia comum que se origina acima do feixe de His, caracterizada por uma frequência cardíaca rápida e regular, geralmente com complexos QRS estreitos. É uma causa frequente de palpitações e pode levar a sintomas significativos, especialmente em pacientes com comorbidades cardíacas ou quando a frequência é muito elevada. O diagnóstico da TSV é primariamente eletrocardiográfico. No ECG, observa-se uma taquicardia com QRS estreito (<0,12s) e ritmo regular, com frequência geralmente entre 150-250 bpm. A identificação de ondas P pode ser desafiadora, pois elas podem estar ocultas no QRS ou na onda T. A presença de instabilidade hemodinâmica, como hipotensão, dispneia e alteração do nível de consciência, é um sinal de alerta. O manejo da TSV depende da estabilidade hemodinâmica do paciente. Em pacientes instáveis, a cardioversão elétrica sincronizada é a conduta de escolha e deve ser realizada imediatamente. Em pacientes estáveis, manobras vagais e adenosina intravenosa são as opções iniciais. A compreensão do ECG e a avaliação rápida da estabilidade são cruciais para o manejo eficaz.
A TSV é caracterizada por uma taquicardia com complexos QRS estreitos (< 0,12s), geralmente regulares, com frequência cardíaca entre 150-250 bpm. Ondas P podem estar ausentes, invertidas ou escondidas no QRS ou onda T.
A cardioversão elétrica sincronizada é indicada imediatamente para TSV quando o paciente apresenta sinais de instabilidade hemodinâmica, como hipotensão, alteração do nível de consciência, dor torácica isquêmica, sinais de choque ou insuficiência cardíaca aguda.
Embora ambos possam apresentar QRS estreito e regular, o flutter atrial é caracterizado por ondas F em 'dente de serra' bem definidas, especialmente em V1 e nas derivações inferiores, com frequências atriais de 250-350 bpm e condução AV variável (ex: 2:1, 3:1). A TSV geralmente não apresenta ondas F típicas.
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