HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2022
Paciente sexo feminino, 27 anos, deu entrada no pronto-socorro referindo palpitações taquicárdicas associada a mal-estar. A avaliação apresentava PA: 126 × 74 mmHg, FC: 180 bpm, FR: 16 ipm, SatO₂: 98%. Paciente realizou seguinte eletrocardiograma:O diagnóstico mais provável desse paciente, dentre os abaixo, é: \n
Taquicardia regular + QRS estreito + FC ~180-200 bpm → TSVP (reentrada nodal é a mais comum).
A TSVP apresenta-se como taquicardia de QRS estreito, rítmica, geralmente sem ondas P visíveis (ou retrógradas), respondendo bem a manobras vagais ou adenosina.
As taquicardias supraventriculares englobam ritmos originados acima do feixe de His. A forma mais comum é a taquicardia por reentrada nodal (TRN). Clinicamente, manifestam-se por palpitações de início súbito. O ECG típico mostra QRS estreito (< 120ms) e frequências entre 150-250 bpm. O reconhecimento da estabilidade hemodinâmica é o primeiro passo do ACLS, definindo se a conduta será química/mecânica ou cardioversão elétrica imediata. O entendimento da eletrofisiologia básica ajuda na diferenciação entre as diversas taquiarritmias de complexo estreito.
A Taquicardia Supraventricular Paroxística (TSVP) é caracterizada por um ritmo rigorosamente regular e, frequentemente, a ausência de ondas P visíveis (escondidas no QRS). Já a Fibrilação Atrial (FA) apresenta um ritmo 'irregularmente irregular' e ausência de ondas P, sendo substituídas por ondas 'f' de fibrilação. A regularidade do intervalo R-R é o principal divisor de águas entre as duas condições.
Para pacientes hemodinamicamente estáveis com TSVP, a primeira linha de tratamento são as manobras vagais (como a manobra de Valsalva modificada ou massagem do seio carotídeo). Se não houver reversão, a droga de escolha é a adenosina intravenosa em bólus rápido (6 mg, seguidos de 12 mg se necessário), que promove um bloqueio transitório do nó AV.
A Taquicardia Ventricular (TV) geralmente apresenta complexos QRS largos (> 120ms). No entanto, se houver condução aberrante, a TSV também pode ter QRS largo. Critérios como dissociação atrioventricular, batimentos de captura ou fusão, e concordância de complexos nas derivações precordiais sugerem fortemente TV. Na dúvida em paciente instável, o tratamento segue o protocolo de taquicardia com QRS largo.
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