FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2025
Lactente, 6 meses de idade, é levado à emergência com história de febre há um dia, coriza hialina, tosse seca e recusa alimentar. Exame físico: irritado, sudoreico, taquicárdico (FC 210 bpm), febril (38℃), enchimento capilar de 5 segundos e pulsos periféricos com amplitude reduzida. ECG mostrado abaixo: Assinale a conduta adequada na condução do caso clínico:
TSV instável na pediatria (FC > 220 lactente / > 180 criança + sinais de choque) → Cardioversão sincronizada imediata.
Lactentes com TSV e sinais de má perfusão (choque) devem ser submetidos à cardioversão sincronizada imediata para restaurar o débito cardíaco e prevenir a parada cardiorrespiratória.
A Taquicardia Supraventricular (TSV) é a taquiarritmia sintomática mais comum na infância. Em lactentes, os sintomas são inespecíficos, como irritabilidade, recusa alimentar e sinais de insuficiência cardíaca congestiva se a arritmia for prolongada. O diagnóstico eletrocardiográfico baseia-se em um complexo QRS estreito com frequência cardíaca fixa e muito elevada. O manejo é ditado pela estabilidade hemodinâmica. Sinais de instabilidade incluem alteração do nível de consciência, pulsos finos, enchimento capilar lentificado (> 2s) e hipotensão (sinal tardio). O PALS enfatiza que a cardioversão sincronizada não deve ser retardada em pacientes com choque grave. O suporte respiratório e a monitorização contínua são essenciais durante todo o procedimento de estabilização.
Na TSV, a frequência cardíaca costuma ser superior a 220 bpm em lactentes, com início súbito e ausência de variabilidade da FC. No ECG, as ondas P costumam estar ausentes ou retrógradas. Já na taquicardia sinusal, a FC é geralmente inferior a 220 bpm, há ondas P normais e existe uma causa base (febre, dor, desidratação) que justifica o aumento gradual da frequência.
De acordo com o PALS, a carga inicial para cardioversão sincronizada em pediatria é de 0,5 a 1 J/kg. Se não houver resposta, a carga pode ser aumentada para 2 J/kg em tentativas subsequentes. É fundamental garantir que o desfibrilador esteja no modo 'SYNC' para evitar o choque sobre a onda T (fenômeno R sobre T), que pode induzir fibrilação ventricular.
A adenosina é a droga de escolha para TSV estável ou enquanto se prepara a cardioversão em pacientes instáveis se houver acesso venoso imediato. A dose inicial é 0,1 mg/kg (máx 6 mg), seguida de 0,2 mg/kg (máx 12 mg). Deve ser administrada por técnica de 'flush' rápido devido à sua meia-vida extremamente curta.
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