Taquicardia Supraventricular: Diagnóstico e Manobras Vagais

UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2022

Enunciado

Sexo feminino, 35 anos, com queixa de primeiro episódio de palpitação taquicárdica de início súbito sem fator desencadeante iniciado há cerca de 20 minutos do atendimento. Ao exame físico: lúcida, orientada, PA 110/70 mm, FC 160 bpm, AR: MV+ sem RA. Realizado eletrocardiograma a seguir. Qual o diagnóstico e conduta terapêutica inicial adequada?

Alternativas

  1. A) Taquicardia ventricular – cardioversão elétrica.
  2. B) Pré-excitação ventricular – Ablação por cateter com radiofrequência
  3. C) Taquicardia supraventricular por reentrada nodal – Manobra vagal
  4. D) Taquicardia sinusal – Ivabradina
  5. E) Fibrilação atrial – Amiodarona

Pérola Clínica

TSV por reentrada nodal → FC 160 bpm, estável → Manobra vagal (primeira linha).

Resumo-Chave

Em pacientes hemodinamicamente estáveis com taquicardia supraventricular de QRS estreito, as manobras vagais são a primeira linha de tratamento, buscando interromper o circuito de reentrada. Se ineficazes, a adenosina é a próxima etapa.

Contexto Educacional

A Taquicardia Supraventricular (TSV) por reentrada nodal é uma das arritmias mais comuns, especialmente em jovens, caracterizada por palpitações de início e término súbitos. É crucial para residentes e estudantes de medicina reconhecer essa condição e saber a conduta adequada, pois, embora geralmente benigna, pode causar desconforto significativo. O entendimento de sua fisiopatologia, envolvendo um circuito de reentrada no nó atrioventricular, é fundamental para o manejo. O diagnóstico é primariamente clínico e eletrocardiográfico, com o ECG mostrando uma taquicardia de QRS estreito e regular. A avaliação da estabilidade hemodinâmica do paciente é o primeiro passo para guiar a conduta. Pacientes estáveis, como no caso apresentado, permitem uma abordagem não farmacológica inicial, enquanto pacientes instáveis exigem cardioversão elétrica imediata. O tratamento inicial para TSV estável envolve manobras vagais, como a manobra de Valsalva modificada ou massagem do seio carotídeo, que aumentam o tônus vagal e podem interromper o circuito de reentrada. Se as manobras vagais falharem, a adenosina intravenosa é a droga de escolha, atuando no nó AV. O prognóstico é geralmente bom, mas a recorrência é comum, e a ablação por cateter é uma opção curativa para casos sintomáticos e refratários.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais eletrocardiográficos de Taquicardia Supraventricular por Reentrada Nodal?

A TSV por reentrada nodal tipicamente apresenta QRS estreito, regular, com frequência cardíaca entre 150-250 bpm, e ondas P frequentemente ocultas no QRS ou retrógradas.

Qual a sequência de tratamento para TSV em paciente hemodinamicamente estável?

A sequência inicia com manobras vagais (Valsalva, massagem do seio carotídeo). Se ineficazes, administra-se adenosina intravenosa. Em casos refratários, pode-se considerar betabloqueadores ou bloqueadores de canal de cálcio.

Como diferenciar TSV de Taquicardia Sinusal no ECG?

A TSV geralmente tem início e término súbitos, frequência mais alta e ondas P com morfologia e/ou eixo diferentes das ondas P sinusais, ou ausentes/ocultas. A taquicardia sinusal tem início gradual e ondas P sinusais.

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