HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2023
O nome da arritmia que é um ritmo que o impulso elétrico se origina logo acima do ventrículo, com reentrada por uma via de condução acessória, e o ECG não mostra a onda P, mas ela pode estar presente e com morfologia anormal, nem sempre sendo possível determinar o intervalo PR e o intervalo RR é constante e o QRS estreito, com frequência cardíaca superior a 220 bpm em lactentes e a 180 bpm em crianças maiores é:
TSV pediátrica: QRS estreito, RR constante, FC > 220 bpm (<1a) ou > 180 bpm (>1a), onda P ausente/anormal.
A Taquicardia Supraventricular (TSV) é a taquiarritmia mais comum em crianças, caracterizada por um ritmo rápido e regular com QRS estreito, originado acima dos ventrículos. A ausência de onda P visível ou sua morfologia anormal, juntamente com frequências cardíacas elevadas para a idade, são achados típicos no ECG.
A Taquicardia Supraventricular (TSV) é a arritmia mais comum na população pediátrica, sendo uma causa importante de palpitações, irritabilidade e, em casos graves, insuficiência cardíaca em lactentes. É caracterizada por um ritmo rápido e regular, com complexos QRS estreitos, indicando que a origem do impulso elétrico está acima dos ventrículos. O reconhecimento precoce é crucial para evitar complicações. O diagnóstico da TSV é primariamente eletrocardiográfico. No ECG, a TSV se manifesta por uma frequência cardíaca elevada (geralmente >220 bpm em lactentes e >180 bpm em crianças maiores), ritmo regular (intervalo RR constante) e complexos QRS estreitos (<0,08s em crianças). A onda P pode ser ausente, invertida, ou estar escondida dentro do complexo QRS ou da onda T, dificultando sua identificação. A fisiopatologia mais comum envolve um circuito de reentrada, frequentemente por uma via acessória. O tratamento inicial da TSV em crianças hemodinamicamente estáveis envolve manobras vagais. Se ineficazes, a adenosina intravenosa é a droga de escolha para interromper a arritmia. Em casos de instabilidade hemodinâmica, a cardioversão elétrica sincronizada é a medida de emergência. O manejo a longo prazo pode incluir medicação antiarrítmica ou ablação por cateter, dependendo da idade e da frequência das recorrências.
Em lactentes (<1 ano), a frequência cardíaca na TSV é geralmente superior a 220 bpm. Em crianças maiores, é superior a 180 bpm, sendo um ritmo regular e de início e fim abruptos.
Na TSV, o QRS é estreito, o RR é constante, e a onda P pode estar ausente, invertida ou escondida no QRS. Na taquicardia sinusal, a onda P é normal, precede cada QRS, e a FC varia com o estímulo.
A fisiopatologia mais comum é a reentrada, seja por uma via acessória (Taquicardia por Reentrada Atrioventricular - TRVA) ou dentro do nó atrioventricular (Taquicardia por Reentrada Nodal - TRN), com a TRVA sendo mais prevalente em crianças.
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