TSV Instável Pediátrica: Manejo e Cardioversão

UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2020

Enunciado

Fernanda, 5 anos, 15 kg, portadora de cardiopatia congênita complexa, deu entrada na emergência pediátrica desacordada. No exame físico: EGMau, pálida, pulsos centrais presentes e fracos, PA: 78:50 mmHG. No monitor, o seguinte traçado eletrocardiográfico: Assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) Administração de Adenosina intravenosa.
  2. B) Administração de Amiodarona intravenosa.
  3. C) Desfibrilação elétrica com carga de 30 Joules.
  4. D) Cardioversão sincronizada com carga de 15 Joules.
  5. E) Nenhuma das anteriores está correta.

Pérola Clínica

TSV instável em criança com cardiopatia → Cardioversão sincronizada 0.5-1 J/kg (1ª dose).

Resumo-Chave

Em crianças com taquicardia supraventricular e sinais de instabilidade hemodinâmica (hipotensão, alteração do nível de consciência, pulsos fracos), a cardioversão sincronizada é a conduta de escolha. A dose inicial é de 0.5 a 1 Joule/kg, podendo ser aumentada para 2 Joules/kg na segunda dose, se necessário.

Contexto Educacional

A taquicardia supraventricular (TSV) é a arritmia mais comum em crianças, e seu manejo depende crucialmente da estabilidade hemodinâmica do paciente. Em crianças com cardiopatia congênita, a TSV pode ser particularmente perigosa devido à menor reserva cardíaca e à maior propensão a descompensação rápida. O reconhecimento precoce dos sinais de instabilidade, como hipotensão, alteração do nível de consciência e má perfusão, é vital para a tomada de decisão adequada na emergência pediátrica. Quando uma criança com TSV apresenta instabilidade hemodinâmica, a cardioversão sincronizada é a intervenção de escolha. Este procedimento elétrico visa restaurar o ritmo sinusal normal de forma rápida e segura. A dose inicial de 0.5 a 1 Joule/kg é calculada para ser eficaz com o mínimo de risco. É fundamental garantir a sincronização do choque com a onda R do ECG para evitar a indução de arritmias mais graves, como a fibrilação ventricular. O prognóstico da TSV em crianças é geralmente bom, especialmente com tratamento adequado. No entanto, em pacientes com cardiopatia congênita complexa, o risco de recorrência e complicações é maior, exigindo acompanhamento cardiológico rigoroso. A educação contínua sobre o manejo de arritmias pediátricas é essencial para residentes, garantindo que a conduta correta seja aplicada em situações de emergência, salvando vidas e prevenindo sequelas.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de instabilidade hemodinâmica em uma criança com TSV?

Sinais de instabilidade incluem hipotensão, alteração do nível de consciência (letargia, inconsciência), pulsos fracos ou ausentes, tempo de enchimento capilar prolongado (>3 segundos), pele pálida/marmorizada e sinais de choque.

Qual a dose inicial de cardioversão sincronizada para TSV em pediatria?

A dose inicial recomendada para cardioversão sincronizada em crianças com TSV instável é de 0.5 a 1 Joule por quilograma de peso corporal. Se a primeira dose for ineficaz, a dose pode ser aumentada para 2 Joules/kg na segunda tentativa.

Por que a Adenosina não é a primeira escolha para TSV instável em crianças?

A Adenosina é um fármaco de primeira linha para TSV estável, pois sua ação é mais lenta e pode não reverter rapidamente a arritmia em um paciente instável. A instabilidade hemodinâmica requer uma intervenção imediata e eficaz, como a cardioversão elétrica, para evitar deterioração clínica e risco de parada cardíaca.

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