Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2022
Pai adentra a emergência com filho de 6 anos no colo, desesperado, relata que a criança "subitamente ficou pálida e suando frio e quase desmaiou" Ao exame físico: torporoso, reagindo pouco as solicitações verbais, palidez cutânea, sudorese acentuada, pulsos finos, enchimento capilar alentecido, SatO2 89% e ECG revela taquicardia supraventricular. A conduta é:?
TSV + instabilidade hemodinâmica (choque) em criança → Cardioversão sincronizada imediata.
Em crianças com taquicardia supraventricular (TSV) e sinais de instabilidade hemodinâmica (choque), a cardioversão sincronizada é a conduta de escolha e deve ser realizada imediatamente. Manobras vagais e adenosina são para pacientes estáveis.
A taquicardia supraventricular (TSV) é a arritmia mais comum em crianças, especialmente em lactentes. Embora muitas vezes seja bem tolerada, em alguns casos, pode levar à instabilidade hemodinâmica e choque, principalmente se a frequência cardíaca for muito alta e persistente, comprometendo o débito cardíaco. O reconhecimento rápido dos sinais de choque é crucial. A fisiopatologia do choque cardiogênico na TSV envolve a redução do tempo de enchimento ventricular devido à alta frequência cardíaca, diminuindo o volume sistólico e, consequentemente, o débito cardíaco. Os sinais clínicos refletem a hipoperfusão tecidual. O manejo da TSV em crianças depende da estabilidade hemodinâmica. Em pacientes estáveis, manobras vagais e adenosina intravenosa são as opções iniciais. No entanto, em crianças com instabilidade hemodinâmica (choque), a cardioversão sincronizada elétrica é a intervenção de escolha e deve ser realizada sem demora, pois a reversão rápida da arritmia é vital para restaurar a perfusão e prevenir a deterioração clínica.
Sinais de instabilidade incluem torpor, palidez, sudorese, pulsos finos, enchimento capilar alentecido, hipotensão e desconforto respiratório, indicando choque.
A cardioversão sincronizada é a primeira escolha quando a criança com TSV apresenta sinais de instabilidade hemodinâmica, como choque, hipotensão ou alteração do nível de consciência.
A dose inicial recomendada para cardioversão sincronizada em pediatria é de 0,5 a 1 J/kg, podendo ser aumentada para 2 J/kg se a primeira tentativa for ineficaz.
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