HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2025
Um bebê de 7 meses é admitido na emergência com palidez e esforço respiratório de início abrupto há 2 horas. À monitorização, a cardioscopia mostra FC: 244 bpm. SatO₂: 89%, PA: 62 × 46 mmHg e Temperatura periférica: 36,4 °C. Ao exame físico apresenta-se instável, com baixa resposta aos estímulos, tempo de enchimento capilar de 4 segundos, ausculta respiratória normal e abdome globoso com fígado a 3 cm do RCD. O ECG revela complexos QRS estreitos, regulares, com intervalo RR constante, sem onda P. Diante dos dados fornecidos, o provável diagnóstico da criança é:
Lactente instável com FC > 220 bpm, QRS estreito, regular, sem onda P → Taquicardia Supraventricular (TSV).
A Taquicardia Supraventricular (TSV) é a taquiarritmia mais comum em lactentes, caracterizada por FC > 220 bpm, QRS estreito e ausência de onda P. A instabilidade hemodinâmica (hipotensão, má perfusão) exige intervenção imediata.
A Taquicardia Supraventricular (TSV) é a taquiarritmia mais comum na população pediátrica, especialmente em lactentes, com uma incidência de aproximadamente 1 em 2500 nascidos vivos. É uma condição potencialmente grave, pois a frequência cardíaca extremamente elevada pode comprometer o débito cardíaco, levando a sinais de choque e insuficiência cardíaca se prolongada. O reconhecimento precoce é fundamental para evitar morbimortalidade. A fisiopatologia da TSV em lactentes frequentemente envolve vias acessórias congênitas (reentrada atrioventricular) ou reentrada nodal. O diagnóstico é feito pela tríade de frequência cardíaca muito elevada (> 220 bpm em lactentes), ritmo regular e complexos QRS estreitos no ECG, com ausência de ondas P ou ondas P retrógradas. Sinais de instabilidade hemodinâmica incluem palidez, letargia, tempo de enchimento capilar prolongado, hipotensão e hepatomegalia. O tratamento inicial para TSV em lactentes instáveis é a cardioversão sincronizada. Em pacientes estáveis, manobras vagais (como bolsa de gelo na face) podem ser tentadas, seguidas por adenosina intravenosa se as manobras falharem. É crucial monitorar o paciente continuamente e estar preparado para intervenções de emergência, pois a TSV pode recorrer.
Em lactentes, a TSV é caracterizada por frequência cardíaca geralmente acima de 220 bpm, ritmo regular, complexos QRS estreitos e ausência de ondas P ou ondas P anormais.
A TSV tem uma frequência cardíaca mais elevada (geralmente > 220 bpm) e ausência de onda P, enquanto a taquicardia sinusal tem FC < 220 bpm e ondas P presentes e normais.
Em lactentes instáveis com TSV, a cardioversão sincronizada é a conduta de escolha, iniciando com 0,5 a 1 J/kg, após sedação se possível.
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