PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2024
O atendimento aos distúrbios de ritmo cardíaco na faixa etária pediátrica é de difícil condução e, por este motivo, a American Heart Association (AHA) elaborou um novo fluxograma em 2020 de forma a facilitar o reconhecimento e a abordagem. Considerando os novos fluxogramas e orientações, qual das alternativas abaixo NÃO está de acordo com o que é preconizado pela AHA:
TSV pediátrica: QRS estreito, ondas P ausentes/anormais, FC ≥ 220/min (lactentes) ou ≥ 180/min (crianças).
A alternativa B está incorreta porque a frequência cardíaca para Taquicardia Supraventricular (TSV) em lactentes é geralmente ≥ 220/min e em crianças é geralmente ≥ 180/min, e não ≥ 220/min para ambos os grupos, como afirmado na questão.
Os distúrbios de ritmo cardíaco em pediatria representam um desafio significativo na emergência, exigindo reconhecimento rápido e manejo adequado para evitar desfechos adversos. A American Heart Association (AHA) publica diretrizes atualizadas, como as de 2020, para padronizar e facilitar o atendimento, especialmente para residentes e profissionais de saúde que atuam em pronto-socorro. A fisiopatologia dos distúrbios de ritmo pediátricos difere em alguns aspectos dos adultos, e as frequências cardíacas normais e patológicas variam significativamente com a idade. A taquicardia supraventricular (TSV) é a taquicardia mais comum em crianças, caracterizada por QRS estreito e ausência ou anormalidade das ondas P. É crucial diferenciar TSV de taquicardia sinusal, que é uma resposta fisiológica a estresse, febre ou hipovolemia, e tem ondas P normais. Os limites de frequência cardíaca são importantes: TSV em lactentes geralmente é ≥ 220 bpm e em crianças ≥ 180 bpm. O manejo inicial sempre envolve a estabilização do paciente, garantindo vias aéreas, oxigenação e acesso vascular, além de monitorização contínua. A avaliação da presença de comprometimento cardiovascular (hipotensão, choque, alteração mental) é fundamental para determinar a urgência da intervenção. O tratamento da TSV pode variar de manobras vagais a adenosina ou cardioversão sincronizada, dependendo da estabilidade hemodinâmica.
Na taquicardia sinusal pediátrica, as ondas P estão presentes e normais, a frequência cardíaca geralmente é abaixo de 180/min em crianças e abaixo de 220/min em lactentes, e o tratamento foca na causa de base.
A AHA preconiza a manutenção de vias aéreas patentes, oferta de oxigênio, obtenção de acesso vascular e monitorização clínica, cardíaca (ECG) e oximetria de pulso para o atendimento inicial.
Sinais de comprometimento cardiovascular incluem hipotensão, sinais de choque (ex: tempo de enchimento capilar prolongado, pulsos débeis) e alteração aguda do estado mental, indicando a necessidade de intervenção imediata.
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