HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2024
Uma menina de 9 anos de idade deu entrada no DE letárgica e com palidez cutânea-mucosa. Iniciado atendimento inicial, observa–se a pressão arterial éde 69/48 mmHg, a frequência cardıacá éde 175 bpm e a frequência respiratória éde 16 irpm. A SaO2 não édetectável. O tempo de preenchimento capilar éde 6 segundos. O acesso IV foi estabelecido. O ritmo cardıacó da paciente émostrado abaixo:Qual é a conduta adequada para este caso?
TSV em criança com instabilidade hemodinâmica (choque) → Cardioversão elétrica sincronizada (0,5-1 J/Kg).
Em crianças com taquicardia supraventricular (TSV) e sinais de instabilidade hemodinâmica (como choque, letargia, hipotensão, TPC prolongado), a cardioversão elétrica sincronizada é a conduta de escolha e deve ser realizada prontamente para restaurar o ritmo sinusal.
A taquicardia supraventricular (TSV) é a taquiarritmia mais comum em crianças, e seu manejo adequado é uma habilidade crítica para residentes. Embora muitas crianças com TSV possam estar hemodinamicamente estáveis, a presença de sinais de choque, como hipotensão, letargia, palidez e tempo de preenchimento capilar prolongado, indica instabilidade e a necessidade de intervenção imediata. A fisiopatologia da TSV envolve circuitos de reentrada ou focos ectópicos acima do feixe de His. Em crianças, a frequência cardíaca pode ser extremamente alta, comprometendo o débito cardíaco e levando ao choque. O reconhecimento rápido da instabilidade é fundamental, pois o atraso no tratamento pode levar a desfechos graves. A avaliação inicial deve seguir o ABCDE pediátrico, com foco na estabilização hemodinâmica. A conduta para TSV instável em pediatria, conforme as diretrizes do PALS (Pediatric Advanced Life Support), é a cardioversão elétrica sincronizada. A dose inicial é de 0,5 a 1,0 J/Kg, com aumento para 2 J/Kg se a primeira tentativa falhar. É crucial garantir a sincronização com a onda R para evitar a indução de fibrilação ventricular. Manobras vagais e adenosina são reservadas para pacientes estáveis. O residente deve dominar a técnica e as indicações da cardioversão elétrica em emergências pediátricas.
Sinais de instabilidade incluem hipotensão, alteração do nível de consciência (letargia, irritabilidade), pulsos débeis ou ausentes, tempo de preenchimento capilar prolongado (>2 segundos), pele fria e pálida, e sinais de choque.
A dose inicial recomendada para cardioversão elétrica sincronizada em pediatria é de 0,5 a 1,0 J/Kg de peso. Se a primeira dose não for eficaz, pode-se aumentar para 2 J/Kg na segunda tentativa.
Manobras vagais (como bolsa de gelo na face em lactentes ou manobra de Valsalva em crianças maiores) e a adenosina intravenosa são indicadas para o tratamento da TSV em crianças que estão hemodinamicamente estáveis.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo