FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2023
Paciente de 75 anos, gênero masculino, procura atendimento em unidade de emergência por queixa de palpitações e tonturas iniciadas há 45 minutos. Reporta ser hipertenso e dislipidêmico em uso regular de enalapril, hidroclorotiazida e atorvastatina. Relata episódio semelhante a este há 2 anos. Ao exame físico apresenta PA=135x82mmHg, FC=160bpm, FR=22ipm e ausculta pulmonar sem ruídos adventícios. Foi realizado eletrocardiograma demonstrado abaixo: Diante deste quadro qual deve ser sua conduta?
TSVP estável com QRS estreito → Manobras vagais, se falha → Adenosina 6mg EV.
O ECG mostra uma taquicardia regular de QRS estreito sem onda P visível, compatível com Taquicardia Supraventricular Paroxística (TSVP). Em paciente estável, a conduta inicial é manobras vagais, seguida por adenosina EV se ineficazes.
A Taquicardia Supraventricular Paroxística (TSVP) é uma arritmia comum que se manifesta como palpitações súbitas e rápidas. É crucial para o residente saber identificar a TSVP no eletrocardiograma, caracterizada por uma taquicardia regular de QRS estreito, e diferenciar de outras taquiarritmias. O manejo adequado depende da estabilidade hemodinâmica do paciente. Em pacientes hemodinamicamente estáveis, a abordagem inicial envolve manobras vagais, como a manobra de Valsalva modificada ou a massagem do seio carotídeo. Se estas falharem, a adenosina intravenosa é o fármaco de escolha. A adenosina age rapidamente bloqueando o nó atrioventricular, interrompendo o circuito de reentrada que é a base da maioria das TSVPs. A dose inicial é de 6 mg EV em bolus rápido, seguida por 12 mg se necessário. Em casos de instabilidade hemodinâmica (hipotensão, choque, isquemia miocárdica aguda, insuficiência cardíaca aguda, alteração aguda do estado mental), a cardioversão elétrica sincronizada é a conduta de escolha imediata. É fundamental que o residente domine o algoritmo de tratamento das taquiarritmias de QRS estreito, pois é um tema recorrente em provas e de grande importância na emergência.
Geralmente, uma TSVP se apresenta como uma taquicardia regular de QRS estreito (duração < 0,12s), com frequência cardíaca entre 150-250 bpm, e frequentemente sem ondas P visíveis ou com ondas P retrógradas.
A conduta inicial para TSVP em paciente estável são as manobras vagais (ex: Valsalva modificado, massagem do seio carotídeo). Se ineficazes, a adenosina intravenosa é a próxima etapa.
A adenosina atua bloqueando o nó AV, interrompendo o circuito de reentrada que geralmente causa a TSVP, restaurando o ritmo sinusal.
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