TSVP Estável: Manejo com Manobras Vagais e Adenosina

UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2022

Enunciado

Mulher, 28 anos de idade, sem antecedentes patológicos, procurou PS com queixa de palpitações de início súbito, sem outros sintomas associados, há 1 hora. Ao exame físico, PA = 110 x 70 mmHg, FC = 170 bpm, SpO₂ = 99%. ECG de admissão a seguir.Qual é o tratamento indicado?

Alternativas

  1. A) Amiodarona intravenosa.
  2. B) Betabloqueador intravenoso.
  3. C) Cardioversão elétrica.
  4. D) Adenosina intravenosa.

Pérola Clínica

TSVP estável (QRS estreito, regular) → Manobras vagais > Adenosina IV.

Resumo-Chave

Em pacientes com taquicardia supraventricular paroxística (TSVP) hemodinamicamente estável, a primeira linha de tratamento são as manobras vagais. Se ineficazes, a adenosina intravenosa é o fármaco de escolha para reverter a arritmia, devido à sua ação rápida e curta duração, bloqueando o nó AV.

Contexto Educacional

A Taquicardia Supraventricular Paroxística (TSVP) é uma arritmia comum, caracterizada por palpitações de início e término súbitos, geralmente em pacientes jovens e sem cardiopatia estrutural. O eletrocardiograma (ECG) tipicamente mostra uma taquicardia regular de QRS estreito (duração < 0,12 segundos), com frequência cardíaca entre 150-250 bpm, e ondas P frequentemente ocultas ou retrógradas. A importância clínica reside na capacidade de causar sintomas incômodos e, em casos raros, instabilidade hemodinâmica. A fisiopatologia mais comum da TSVP envolve um circuito de reentrada no nó atrioventricular (reentrada nodal) ou uma via acessória (Síndrome de Wolff-Parkinson-White). O diagnóstico é primariamente eletrocardiográfico, mas a história clínica de palpitações súbitas é altamente sugestiva. É crucial diferenciar de outras taquicardias de QRS estreito, como fibrilação atrial com resposta ventricular rápida ou flutter atrial. O tratamento de uma TSVP em paciente hemodinamicamente estável começa com manobras vagais (ex: manobra de Valsalva modificada, massagem do seio carotídeo), que visam aumentar o tônus vagal e bloquear a condução no nó AV. Se as manobras vagais forem ineficazes, o tratamento farmacológico de primeira linha é a adenosina intravenosa, um fármaco de ação ultrarrápida que bloqueia temporariamente o nó AV, interrompendo o circuito de reentrada. Betabloqueadores ou bloqueadores de canal de cálcio (verapamil, diltiazem) são alternativas se a adenosina for contraindicada ou falhar. A cardioversão elétrica é reservada para pacientes instáveis ou refratários ao tratamento farmacológico.

Perguntas Frequentes

Qual a sequência de tratamento para TSVP em paciente estável?

A sequência de tratamento para TSVP em paciente estável começa com manobras vagais (ex: Valsalva modificado, massagem do seio carotídeo). Se ineficazes, a próxima etapa é a administração de adenosina intravenosa. Se a adenosina falhar ou for contraindicada, podem ser usados betabloqueadores ou bloqueadores de canal de cálcio não diidropiridínicos (verapamil, diltiazem).

Como a adenosina age para reverter a TSVP?

A adenosina age bloqueando temporariamente a condução no nó atrioventricular (AV), interrompendo o circuito de reentrada que geralmente causa a TSVP. Sua meia-vida é muito curta, o que a torna segura para uso em emergências, mas exige administração rápida.

Quando a cardioversão elétrica é indicada para TSVP?

A cardioversão elétrica é indicada para TSVP em pacientes que estão hemodinamicamente instáveis (com hipotensão, choque, sinais de isquemia miocárdica aguda, insuficiência cardíaca aguda ou alteração do nível de consciência) ou quando as terapias farmacológicas e manobras vagais falham em pacientes estáveis.

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