UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2019
Maria Cristina, 16 anos, deu entrada na emergência com dor torácica, palpitações no precórdio e pescoço, náuseas e agitação. No exame físico: EGReg, irritada, hidratada, eupneica e acianótica; AR: MV + AHT, SRA, FR: 29 ipm, Sat.O2: 95%; ACV: RCR 2T, sem sopros. TPC: 4.5 segundos, PA: 78:48 mmHg. No ECG, em D2: Assinale a alternativa CORRETA.
TPSV + instabilidade hemodinâmica (hipotensão, dor torácica) → Cardioversão elétrica sincronizada imediata.
A presença de instabilidade hemodinâmica, como hipotensão e dor torácica, em um paciente com taquicardia de QRS estreito (TPSV), indica a necessidade de cardioversão elétrica sincronizada imediata, pois o paciente não tolera a arritmia.
A Taquicardia SupraVentricular Paroxística (TPSV) é uma arritmia comum, caracterizada por um ritmo rápido e regular, com complexos QRS estreitos. Embora muitas vezes benigna, pode causar sintomas significativos e, em alguns casos, levar à instabilidade hemodinâmica. O reconhecimento rápido e o manejo adequado são cruciais para evitar complicações graves e garantir a segurança do paciente. A instabilidade hemodinâmica em pacientes com taquicardia é definida pela presença de hipotensão (PA < 90/60 mmHg), alteração aguda do estado mental, sinais de choque, dor torácica isquêmica aguda ou insuficiência cardíaca aguda. No caso de Maria Cristina, a hipotensão (78x48 mmHg) e a dor torácica são claros indicadores de instabilidade, exigindo uma intervenção imediata para reverter a arritmia. Quando a TPSV cursa com instabilidade hemodinâmica, a cardioversão elétrica sincronizada é a terapia de escolha e deve ser realizada sem demora. Manobras vagais e adenosina são opções para pacientes estáveis, mas são contraindicadas em instabilidade devido à necessidade de reversão rápida e à menor eficácia em situações de comprometimento circulatório. O algoritmo de taquicardia do ACLS (Advanced Cardiovascular Life Support) enfatiza a cardioversão elétrica como a primeira linha de tratamento para taquicardias instáveis.
Sinais incluem hipotensão, alteração aguda do estado mental, sinais de choque, dor torácica isquêmica aguda e insuficiência cardíaca aguda.
A conduta inicial e prioritária é a cardioversão elétrica sincronizada imediata, pois o paciente não está tolerando a arritmia e há risco de deterioração clínica.
Em pacientes instáveis, a adenosina pode demorar para agir ou ser ineficaz, e a prioridade é a reversão rápida da arritmia, o que é melhor alcançado com cardioversão elétrica.
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