UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2023
Maíra, 13 anos, dá entrada na Emergência Pediátrica do HUT com importante mal estar, sudorese profusa, desconforto respiratório e palpitações no precórdio e pescoço. No exame físico: EGMau, ansiosa e confusa, Glasgow 11. Pulsos periféricos finos, TPC: 4,5 segundos. PA: 60:40 mmHg. No monitor cardíaco, o seguinte traçado era visível: Assinale a alternativa CORRETA.
Taquicardia com instabilidade hemodinâmica (pediatria) → cardioversão elétrica sincronizada imediata.
Pacientes pediátricos com taquicardia e sinais de instabilidade hemodinâmica (hipotensão, má perfusão, alteração do nível de consciência) necessitam de cardioversão elétrica sincronizada imediata, independentemente do tipo exato de taquicardia (TSV, flutter).
A taquicardia em pacientes pediátricos, especialmente quando associada a instabilidade hemodinâmica, representa uma emergência médica que exige reconhecimento e intervenção imediatos. A instabilidade é definida pela presença de sinais de choque, como hipotensão, alteração do nível de consciência, má perfusão periférica (pulsos finos, tempo de enchimento capilar prolongado) e desconforto respiratório significativo. A etiologia mais comum de taquiarritmia sintomática em crianças é a taquicardia supraventricular (TSV). Fisiopatologicamente, uma frequência cardíaca muito elevada em crianças pode comprometer o débito cardíaco, pois o ventrículo tem menos tempo para se encher durante a diástole, levando à diminuição do volume sistólico e, consequentemente, à hipotensão e má perfusão. O diagnóstico é feito pela avaliação clínica e eletrocardiográfica. O traçado do monitor, neste caso, provavelmente mostrava uma taquicardia de QRS estreito (TSV) ou, menos comumente, um flutter atrial com condução rápida. O tratamento de escolha para qualquer taquiarritmia com instabilidade hemodinâmica em pediatria é a cardioversão elétrica sincronizada. Esta medida visa restaurar o ritmo sinusal de forma rápida e segura, melhorando o débito cardíaco e a perfusão tecidual. Medicações como adenosina podem ser tentadas em TSV estável, mas são contraindicadas ou menos eficazes em pacientes instáveis, onde o tempo é crítico. A amiodarona é uma antiarrítmico de classe III, usada em taquiarritmias, mas não é a primeira escolha em instabilidade aguda.
Sinais de instabilidade hemodinâmica incluem hipotensão, alteração do nível de consciência (confusão, Glasgow baixo), sinais de choque (pulsos finos, TPC prolongado, sudorese profusa, desconforto respiratório), e má perfusão periférica.
A conduta inicial e mais indicada para uma taquicardia supraventricular (ou qualquer taquiarritmia) com instabilidade hemodinâmica em pediatria é a cardioversão elétrica sincronizada imediata, após sedação rápida, se possível.
Em casos de instabilidade hemodinâmica, há risco iminente de colapso cardiovascular e parada cardíaca. A cardioversão elétrica oferece a maneira mais rápida e eficaz de reverter a arritmia e restaurar a perfusão, enquanto as medicações podem ter um início de ação mais lento ou serem ineficazes na presença de choque.
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