CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2023
Mulher, 28 anos, chega ao pronto-socorro referindo que o coração está acelerado, gerando uma leve dispneia. Conta que iniciou enquanto varria a casa. Relata que não é a primeira vez que acontece, mas é a primeira vez que o quadro permanece por mais de 10 minutos. Ao Exame físico: Glasgow15, FR:22irpm, FC:180bpm, PA:120x70mmHg, SatO2:94%, glicemia capilar:95. Ausculta pulmonar normal. Sem outras alterações no exame físico. ECG realizado durante o atendimento a seguir: A conduta inicial indicada pela American Heart Asssociation para esta paciente é:
TSV estável → Manobra vagal modificada (sopro em seringa + elevação MMII) é a conduta inicial de escolha.
Em pacientes com taquicardia supraventricular (TSV) hemodinamicamente estável, a conduta inicial recomendada pela AHA são as manobras vagais. A manobra vagal modificada, que combina o sopro em uma seringa com a elevação passiva dos membros inferiores, tem demonstrado maior taxa de sucesso na reversão do ritmo sinusal em comparação com a manobra de Valsalva padrão.
A taquicardia supraventricular (TSV) é uma arritmia comum, caracterizada por um ritmo cardíaco rápido que se origina acima dos ventrículos. Embora possa causar sintomas como palpitações, dispneia leve e desconforto torácico, muitos pacientes permanecem hemodinamicamente estáveis. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para a segurança do paciente e para a preparação para provas de residência, onde o algoritmo de taquicardia da American Heart Association (AHA) é frequentemente cobrado. Para pacientes com TSV estável, as manobras vagais são a primeira linha de tratamento. A manobra vagal modificada, que combina a manobra de Valsalva (sopro em uma seringa) com a elevação passiva dos membros inferiores, tem demonstrado maior eficácia na reversão do ritmo sinusal em comparação com a manobra de Valsalva padrão. Essa técnica aumenta o retorno venoso e a pressão intratorácica, ativando o reflexo vagal e diminuindo a condução no nó atrioventricular. Se as manobras vagais falharem, a adenosina intravenosa é o próximo passo no algoritmo da AHA para TSV estável. A cardioversão sincronizada é reservada para pacientes instáveis (com sinais de choque, isquemia, insuficiência cardíaca aguda ou hipotensão grave). Compreender essa sequência de tratamento é fundamental para a prática clínica segura e para o sucesso em exames de residência, garantindo que o residente saiba quando e como aplicar cada intervenção.
Para pacientes com TSV hemodinamicamente estável, a conduta inicial indicada são as manobras vagais. A manobra vagal modificada, que envolve o paciente soprar em uma seringa e a elevação passiva dos membros inferiores, é preferível devido à sua maior taxa de sucesso.
O paciente deve soprar vigorosamente em uma seringa de 10 mL por 15 segundos, mantendo a pressão. Imediatamente após, o paciente é colocado em decúbito dorsal com elevação passiva dos membros inferiores a 45 graus por 15 segundos. Após esse período, o paciente retorna à posição semi-sentada.
A adenosina é indicada se as manobras vagais não forem eficazes na reversão da TSV em pacientes estáveis. É administrada em bolus intravenoso rápido, com doses crescentes se necessário, sob monitorização cardíaca contínua.
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