FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2024
Uma mulher de 25 anos dá entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento com quadro de palpitações. Na admissão foi realizado o seguinte eletrocardiograma. Sobre este caso, assinale a alternativa correta
Taquicardia supraventricular (TSV) refratária/sintomática → ablação por radiofrequência é tratamento curativo.
A ablação por radiofrequência é um tratamento curativo para muitas taquicardias supraventriculares (TSV), como a taquicardia por reentrada nodal (TRN) e a taquicardia atrioventricular por via acessória (TRVA), ao eliminar o substrato arritmogênico.
As taquicardias supraventriculares (TSV) são arritmias comuns que se originam acima do feixe de His, caracterizadas por um ritmo cardíaco rápido e regular, geralmente com QRS estreito. Embora muitas vezes benignas, podem causar sintomas significativos como palpitações, tontura e dor torácica, impactando a qualidade de vida dos pacientes. O manejo inicial de uma TSV depende da estabilidade hemodinâmica do paciente. Em pacientes estáveis, manobras vagais (como a massagem do seio carotídeo, com cautela em idosos ou com doença carotídea) e adenosina intravenosa são as primeiras linhas de tratamento para interromper a arritmia. Para pacientes instáveis, a cardioversão elétrica sincronizada é a conduta de escolha. Para pacientes com TSV recorrente ou refratária à terapia medicamentosa, a ablação por radiofrequência é uma opção terapêutica altamente eficaz e curativa. Este procedimento minimamente invasivo localiza e destrói o tecido cardíaco responsável pela arritmia, oferecendo uma solução definitiva para muitos tipos de TSV, como a taquicardia por reentrada nodal e a taquicardia atrioventricular por via acessória.
Para pacientes estáveis, as opções incluem manobras vagais (massagem do seio carotídeo, manobra de Valsalva), adenosina intravenosa e, em alguns casos, betabloqueadores ou bloqueadores dos canais de cálcio.
A ablação por radiofrequência é indicada para pacientes com TSV recorrente, sintomática, que não respondem à terapia medicamentosa ou que preferem uma cura definitiva para evitar o uso contínuo de medicamentos.
A cardioversão sincronizada é usada para taquiarritmias com QRS presente (como TSV, flutter atrial, taquicardia ventricular com pulso) para evitar a descarga no período refratário. A não sincronizada (desfibrilação) é para fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso.
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