Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2026
Um bebê de 6 meses apresenta taquicardia com QRS estreito e FC: 280 bpm. Perfusão preservada. A melhor conduta, nesse momento, é:
TSV Estável em Bebê → Manobra Vagal (Gelo) → Adenosina 0,1 mg/kg.
Na taquicardia supraventricular estável em lactentes, inicia-se com manobras não invasivas (vagais) antes da terapia farmacológica com adenosina.
A Taquicardia Supraventricular (TSV) é a arritmia sintomática mais comum na infância. Em lactentes, manifesta-se frequentemente com frequências cardíacas superiores a 220 bpm e QRS estreito (< 0,09s). O manejo é guiado pela estabilidade hemodinâmica. Se houver sinais de choque (má perfusão, alteração de consciência), a cardioversão sincronizada (0,5 a 1 J/kg) é a prioridade. Em pacientes estáveis, o protocolo PALS recomenda manobras vagais seguidas de adenosina, um nucleosídeo que bloqueia temporariamente a condução no nó AV.
Em lactentes e bebês, a manobra vagal mais eficaz é a aplicação de gelo na face (reflexo de mergulho). Coloca-se uma bolsa de gelo ou água gelada cobrindo a testa e o nariz por 10 a 15 segundos, sem obstruir as vias aéreas. Não se deve realizar massagem do seio carotídeo ou pressão ocular em crianças, devido ao risco de lesões e baixa eficácia.
A dose inicial de adenosina na pediatria é de 0,1 mg/kg (máximo 6 mg). Deve ser administrada por via intravenosa ou intraóssea em bôlus rápido (técnica de duas seringas), seguida imediatamente por um flush de solução fisiológica. Se não houver resposta, a segunda dose pode ser dobrada para 0,2 mg/kg (máximo 12 mg).
O Verapamil é formalmente contraindicado em crianças menores de 1 ano. O motivo é o risco elevado de hipotensão grave, bradicardia profunda e colapso cardiovascular, devido à dependência que o miocárdio imaturo tem do cálcio extracelular para a contratilidade e acoplamento excitação-contração.
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