HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2024
Criança de 1 ano de idade, sem anormalidades cardíacas detectadas previamente, é levada ao pronto-socorro pelos pais por acharem que o "coração está acelerado". Referem quadro de coriza aquosa e febre há 1 dia. Utilizaram antitérmico uma vez. Ao exame físico, criança consciente, com temperatura de 38,5 °C, FR: 35; FC: 200 e SatO₂: 97% em a.a. Realizado o seguinte eletrocardiograma com criança mais calma. Entre as opções abaixo, a melhor conduta inicial para esta criança é:
Taquicardia sinusal em criança febril → tratar a causa da febre (antitérmico).
A criança apresenta febre e sinais de infecção de vias aéreas superiores, que são causas comuns de taquicardia sinusal compensatória. O ECG realizado com a criança mais calma, resultando em normalidade, sugere que a taquicardia é secundária à febre e não a uma arritmia primária. Portanto, a conduta inicial mais adequada é tratar a febre com antitérmico.
A taquicardia em crianças é um achado comum no pronto-socorro e pode gerar grande preocupação nos pais. É fundamental que o médico pediatra saiba diferenciar uma taquicardia sinusal fisiológica, geralmente secundária a condições como febre, dor, desidratação ou ansiedade, de uma taquiarritmia primária, que exige intervenção específica e imediata. No caso apresentado, a criança de 1 ano com febre e coriza, apresentando FC de 200 bpm, mas com um eletrocardiograma que se normaliza após a criança ficar mais calma, aponta fortemente para uma taquicardia sinusal. A febre aumenta o metabolismo e a demanda cardíaca, levando a um aumento compensatório da frequência cardíaca. Portanto, a conduta inicial mais apropriada é abordar a causa subjacente da taquicardia, que neste caso é a febre. A administração de um antitérmico ajudará a reduzir a temperatura corporal, diminuindo a demanda metabólica e, consequentemente, a frequência cardíaca. Outras intervenções, como betabloqueadores ou ecocardiograma, seriam consideradas se houvesse evidência de uma arritmia primária ou cardiopatia estrutural, o que não é o caso aqui.
A frequência cardíaca normal para uma criança de 1 ano varia, mas geralmente está entre 80 e 140 bpm em repouso. Valores acima de 160-180 bpm podem ser considerados taquicardia, dependendo do contexto clínico e da atividade da criança.
A taquicardia sinusal geralmente tem início e fim gradual, ritmo regular, e a FC varia com o estado da criança (febre, choro, dor). Taquiarritmias, como a taquicardia supraventricular, têm início e fim súbitos, FC muito elevada e constante, e não se alteram significativamente com o estado da criança. O ECG é fundamental para a diferenciação.
O antitérmico é a melhor conduta porque a taquicardia é provavelmente sinusal e secundária à febre e à infecção. Ao reduzir a temperatura, a demanda metabólica diminui, e a frequência cardíaca tende a normalizar sem a necessidade de intervenções cardíacas diretas.
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